O avanço da obesidade em Apucarana, que hoje atinge 38,6% da população adulta, trouxe para o centro do debate público o uso das chamadas “canetas emagrecedoras” (análogos de GLP-1). Se por um lado esses medicamentos representam uma revolução no tratamento metabólico, por outro, o uso indiscriminado preocupa autoridades de saúde locais.
Em participação no Jornal Bom Dia Cidade, a endocrinologista Dra. Mariana Yoshii trouxe uma perspectiva clínica crucial para entender os números de Apucarana e a busca por soluções como as chamadas canetas emagrecedoras como principal recurso “fórmulas mágicas”. Segundo a especialista, a obesidade não deve ser vista apenas como uma questão estética ou de “força de vontade”, mas sim como uma doença crônica complexa que afeta diretamente o metabolismo.
Os Benefícios: Além da Perda de Peso
As canetas emagrecedoras atuam no centro da saciedade e na melhora da resposta insulínica. Para os pacientes de Apucarana que lutam contra o efeito sanfona, os benefícios principais incluem:
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Controle Metabólico: Melhora significativa nos níveis de açúcar no sangue, fundamental para os casos de pré-diabetes.
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Redução de Riscos Cardiovasculares: Estudos recentes de 2025/2026 confirmam que a perda de peso assistida por esses medicamentos reduz drasticamente as chances de infarto e AVC.
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Saciedade Prolongada: Auxilia na reeducação alimentar ao reduzir a “fome emocional” e o pensamento constante em comida.
Os Riscos e o Alerta contra a Automedicação
Apesar dos benefícios, o uso sem acompanhamento médico em Apucarana tem gerado notificações de efeitos colaterais severos. Os pontos de atenção destacados foram:
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Efeitos Gastrointestinais: Náuseas, vômitos e constipação severa são comuns e, se não monitorados, podem levar à desidratação.
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Perda de Massa Magra: Sem a orientação de um endocrinologista e dieta proteica, o paciente perde músculo em vez de gordura, o que prejudica o metabolismo a longo prazo.
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O “Rebote”: Parar o uso sem o desmame correto e sem mudança de estilo de vida causa a recuperação rápida do peso, muitas vezes superando o peso inicial.
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Custo e Acesso: O uso “off-label” (para fins puramente estéticos) por pessoas que não são obesas acaba encarecendo e dificultando o acesso para quem realmente precisa do tratamento de saúde.
O Cenário Local em 2026
Com 72,6% dos apucaranenses com excesso de peso, a rede de saúde busca integrar o uso desses medicamentos a programas de estilo de vida. A mensagem central deixada no Bom Dia Cidade é clara: a caneta é uma ferramenta dentro de um tratamento maior.
“A medicação trata a doença, mas o hábito mantém a saúde. Usar essas canetas sem prescrição em Apucarana é colocar o metabolismo em risco por um resultado temporário”, alerta o debate clínico.
Ouça a entrevista da Dra Mariana Yoshii, na íntegra:
Da Redação 98FM