Brasil não conquista estatuetas no Oscar 2026; “Uma Batalha Após a Outra” domina a premiação

Momento em que foi anunciado o "Melhor Ator" do Oscar 2026 (Reprodução: YouTube/ABC News)

Longa norte-americano vence seis categorias, incluindo Melhor Filme; “O Agente Secreto” representou o país na disputa internacional

A cerimônia do Oscar 2026, realizada na noite deste domingo (15), reuniu grandes nomes do cinema mundial em Los Angeles em uma noite marcada por vitórias já esperadas e intensa mobilização do público brasileiro. O principal destaque da premiação foi o longa norte-americano “Uma Batalha Após a Outra”, vencedor em seis categorias, incluindo Melhor Filme, superando concorrentes de peso, entre eles o brasileiro “O Agente Secreto”, dirigido por Kleber Mendonça Filho.

A transmissão especial da LeoDias TV acompanhou todos os momentos do evento, desde o tapete vermelho até o anúncio das principais categorias.

Tapete vermelho e presença brasileira

Na chegada dos convidados, o estilista Arlindo Grund comentou os looks das celebridades, destacando a participação brasileira. Wagner Moura, indicado a Melhor Ator, chamou atenção pelo traje de marca italiana e broche assinado pelo artista pernambucano André Lasmar. Bruna Marquezine apostou em vestido de construção elaborada, estreado na Semana de Moda de Milão, enquanto Gabriel Leone optou por um smoking clássico com toque contemporâneo.

Principais categorias e desempenho brasileiro

Na disputa de Melhor Elenco, “Uma Batalha Após a Outra” venceu, superando “O Agente Secreto”. Segundo o comentarista Ciro Hamen, a categoria foi das mais difíceis para o filme brasileiro, refletindo a abertura da Academia a gêneros antes pouco valorizados, como horror e narrativas alternativas.

Na categoria Melhor Fotografia, Autumn Durald venceu com “Pecadores”, derrotando Adolpho Veloso por “Sonhos de Trem”. O ator Leonardo Miggiorin destacou o impacto visual da produção brasileira, reconhecendo a sofisticação estética, embora o resultado tenha seguido tendências já observadas em premiações internacionais.

Em Melhor Filme Internacional, o prêmio foi para o norueguês “Valor Sentimental”, superando o representante brasileiro. O repórter Eduardo Reis, do portal LeoDias, ressaltou que alternância entre países vencedores é comum na história da categoria e que a campanha de “O Agente Secreto” teve relevância, mesmo sem o prêmio.

Premiação individual

Na disputa de Melhor Ator, Michael B. Jordan levou a estatueta, enquanto Wagner Moura teve sua performance elogiada por Leonardo Miggiorin como sofisticada e contida. “Ele não conta nada, não sublinha nada. Mas está muito lúcido, domina a narrativa de forma discreta, algo dificílimo de fazer”, destacou.

Michael B. Jordan vence Oscar de Melhor Ator e supera Wagner Moura em ‘O Agente Secreto’ (Getty Images)

O prêmio de Melhor Ator Coadjuvante ficou com Sean Penn por “Uma Batalha Após a Outra”. Já Melhor Atriz foi para Jessie Buckley, por “Hamnet: A Vida Antes de Hamlet”, reconhecida pela profundidade emocional de sua atuação.

O sucesso de “Uma Batalha Após a Outra” reflete não apenas qualidade técnica, mas também ressonância com temas sociais e políticos contemporâneos nos Estados Unidos, fatores que influenciaram o reconhecimento da Academia.

Outras categorias e destaques

Outros prêmios incluíram:

  • Melhor Roteiro Original: “Pecadores”

  • Melhor Roteiro Adaptado: “Uma Batalha Após a Outra”

  • Melhor Edição: “Uma Batalha Após a Outra”

  • Melhor Trilha Sonora: “Pecadores”

  • Melhor Canção Original: “Golden” (“Guerreiras do K-Pop”)

  • Melhor Animação: “Guerreiras do K-Pop”

  • Melhor Curta-Metragem e Animação em Curta: empates e vencedores conforme categoria

  • Melhor Design de Produção e Figurino: “Frankenstein”

  • Melhor Som: “F1: O Filme”

  • Melhores Efeitos Visuais: “Avatar: Fogo e Cinzas”

  • Melhor Documentário: “Mr. Nobody Against Putin”

  • Melhor Documentário em Curta-Metragem: “All the Empty Rooms”

Apesar de não conquistar prêmios, a participação brasileira foi destacada, principalmente pelo esforço de “O Agente Secreto”, cuja campanha se estendeu por cerca de dez meses e incluiu festivais internacionais. A presença do país na cerimônia é considerada um incentivo ao audiovisual nacional e às produções fora do eixo Rio–São Paulo.

Da Redação 98 FM News

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