Uma das principais vozes de oposição ao Governo Ratinho Jr. e ao ex-juiz Sérgio Moro no Paraná, o deputado estadual Arilson Chiorato desponta como um dos nomes cotados pelo Partido dos Trabalhadores para disputar uma vaga na Câmara dos Deputados. Defensor incisivo das empresas públicas, o parlamentar, que também preside a sigla no estado, integra a estratégia nacional da legenda para ampliar sua bancada federal, apostando em lideranças já consolidadas nos estados.
Nesse contexto, o nome do deputado Arilson surge como parte de uma equação que combina experiência política e potencial de crescimento eleitoral. Atual líder da Oposição na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), o deputado tem pautado debates importantes sobre políticas públicas, como a recente audiência pública que marcou o debate pelo fim da escala 6×1.
Além disso, o deputado Arilson tem feito denúncias importantes, como o possível favorecimento de empresa privada pelo programa “Olho Vivo”, do governo Ratinho Júnior, que foi parar no Tribunal de Contas do Estado do Paraná. Os documentos encaminhados apontam ainda ausência de licitação em contratos que podem chegar a R$ 1 bilhão, além de descumprimento de medidas exigidas pela Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).
Outra pauta protagonizada recentemente pelo deputado Arilson, que o insere no rol de lideranças com atuação consistente nos estados, é a atuação no caso da Celepar. Ações impetradas tanto pelo PT quanto pelo mandato do parlamentar ajudaram a frear a privatização da empresa, que é responsável por guardar os dados de profissionais da segurança pública, por exemplo.
Além de expor os riscos da entrega de dados pessoais dos paranaenses a uma empresa privada, o deputado Arilson também mostrou a falácia pregada pelo governador Ratinho Jr. quanto à irrelevância econômica e tecnológica da Celepar. Diferente do discurso, contratos assinados pelo próprio governo do Paraná com a Celepar somavam cerca de R$ 2,2 bilhões no final do ano passado.
O petista, que rodou o estado realizando audiências públicas na tentativa de barrar a venda da Copel, agora encabeça a recompra da estatal, como medida para recuperar a qualidade do fornecimento de energia elétrica. Ele também propôs a criação da Frente Parlamentar das Estatais e das Empresas Públicas, para debater o assunto de perto com a população.
Nesse cenário, o deputado Arilson aparece como um nome competitivo, com potencial para contribuir com o projeto nacional da legenda.
Do Paraná ou de São Paulo? – Recentemente, o deputado Arilson expôs, em suas redes sociais, um vídeo de Sérgio Moro em que o senador diz: “toda hora estou ouvindo reclamações lá do Paraná sobre a qualidade do fornecimento de energia elétrica pela Copel”. O deputado Arilson rebateu o ex-juiz utilizando uma fala anterior do próprio Moro, na qual se dizia favorável à privatização.
Além disso, ironizou o termo usado “lá do Paraná”, que, segundo ele, demonstra desconhecimento sobre os problemas locais. “É aqui do Paraná”, reforçou o deputado Arilson, lembrando que o ex-juiz tentou concorrer às eleições por São Paulo, estado pelo qual sua esposa exerce mandato legislativo.
Em outras oportunidades, o presidente do PT-Paraná revelou o uso político da operação conduzida por Moro, que o alçou a superministro da Justiça do governo Jair Bolsonaro, responsável por encerrar a Lava Jato.