Lista do trabalho escravo é atualizada e inclui 169 novos empregadores; total chega a 613 nomes

Foto: Wellyngton Souza/Sesp-MT

O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) divulgou nesta terça-feira (7) a nova atualização do Cadastro de Empregadores flagrados submetendo trabalhadores a condições análogas à escravidão. A lista, conhecida como “lista suja”, ganhou 169 novos nomes e agora soma 613 registros — um aumento de 6,28% em relação à última divulgação.

Entre os incluídos está a montadora chinesa BYD, com unidade em construção em Camaçari (BA). De acordo com fiscalização realizada entre dezembro de 2024 e maio de 2025, 471 trabalhadores chineses foram trazidos de forma irregular ao Brasil, sendo que 163 foram resgatados em condições análogas à escravidão. A investigação apontou responsabilidade direta da empresa, com indícios de fraude migratória, jornadas exaustivas, condições degradantes e restrição de liberdade.

Os trabalhadores viviam em alojamentos precários, com falta de estrutura básica, alimentação inadequada e longas jornadas sem descanso regular. Diante das irregularidades, atividades foram interditadas e a empresa firmou um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) de R$ 40 milhões com o Ministério Público do Trabalho.

A atualização também inclui outros casos, como o de um cantor e empresário do agronegócio, autuado por manter trabalhadores em condições precárias em propriedades rurais. Segundo a assessoria, as pendências já foram regularizadas após acordo com o MPT.

A divulgação semestral da lista tem como objetivo dar transparência às ações de combate ao trabalho escravo no país e reforçar a fiscalização das relações de trabalho.

Da Redação 98FM com Agências

 

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