O deputado estadual Arilson Chiorato (PT) participou de reunião na última semana em Curitiba, ao lado de representantes da APP-Sindicato e lideranças da educação pública paranaense. Durante o encontro, na sede da APP-Sindicato, o parlamentar endossou reivindicações apresentadas ao Governo Federal, como o avanço da privatização da gestão escolar, que já atinge cerca de 80 estabelecimentos de ensino.
De acordo com o deputado Arilson, que também preside o PT-PR, o documento apresentado pela APP-Sindicato aponta ainda outras preocupações, como a expansão do programa de escolas cívico-militares, que abrange mais de 400 instituições. “Também informei que o PT ingressou em 2021 com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI), e que a Advocacia-Geral da União emitiu, em 2024, um parecer afirmando que o modelo de escolas cívico-militares do Paraná é inconstitucional”.
O deputado Arilson afirmou ainda que a pauta da educação pública seguirá entre as prioridades em sua atuação política. “Estivemos ao lado da APP-Sindicato e nos comprometemos a fortalecer, em Brasília, a luta contra as escolas cívico-militares e a privatização das escolas, que só trazem prejuízos ao ensino e à comunidade escolar”, disse.
Ao receber o documento, representantes do Governo Federal se comprometeram a analisar o tema de forma aprofundada em Brasília (DF), com a participação das representações envolvidas, além de articular uma reunião específica para discutir os problemas denunciados. A previsão é que o encontro aconteça no período de um mês.
DEFESA DA EDUCAÇÃO – O deputado Arilson, como líder da Bancada de Oposição, tem histórico de atuação em defesa da educação pública na Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP). Nos últimos anos, o parlamentar realizou pronunciamentos na tribuna denunciando problemas relacionados ao modelo cívico-militar, questionando processos de consulta à comunidade escolar e cobrando respeito à gestão democrática das escolas estaduais.
O deputado também levou à ALEP denúncias envolvendo pressão por desempenho dentro das escolas, incluindo metas consideradas inatingíveis e uso de plataformas digitais. O caso mais grave decorrente de uma rotina exaustiva foi a morte de uma professora dentro de uma escola estadual cívico-militar, em Curitiba, em 2025.