STJ nega liberdade a Deolane Bezerra e mantém prisão preventiva

Quinta Turma do tribunal entendeu que não cabe agravo em habeas corpus; influenciadora está presa em penitenciária no interior de São Paulo (Reprodução/redes sociais)

A Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou nesta semana o pedido de liberdade provisória apresentado pela defesa da influenciadora Deolane Bezerra e manteve sua prisão preventiva. Os ministros entenderam que não cabe agravo em habeas corpus no caso e recomendaram celeridade na resolução do processo nas instâncias inferiores.

Deolane está recolhida na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, no interior de São Paulo, após ser alvo de operação conjunta da Polícia Civil e do Ministério Público do Estado de São Paulo. A investigação apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro com ligações ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

A investigação

De acordo com os investigadores, a influenciadora teria desempenhado papel relevante no esquema ao conferir aparência de legalidade a recursos de origem ilícita atribuídos ao PCC. Sua projeção pública, atividades empresariais formais e a movimentação de seu patrimônio teriam sido utilizadas para ocultar a origem criminosa dos valores e dificultar o rastreamento de vínculos com a facção.

As autoridades apontam ainda que Deolane mantinha relações pessoais e comerciais com um dos supostos “gestores-fantasmas” de uma transportadora em Presidente Venceslau, no interior paulista — empresa já identificada em operação anterior como braço financeiro do PCC.

A influenciadora passou a ocupar posição central nas investigações devido a movimentações financeiras expressivas, incompatibilidades patrimoniais e indícios de contato com membros da cúpula da organização criminosa.

Outros alvos

Além de Deolane, Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola — apontado como líder do PCC —, e familiares seus também foram alvo de diligências no âmbito da mesma investigação.

Bloqueio milionário

A Justiça determinou, a pedido da Polícia Civil e com parecer favorável do Ministério Público paulista, o bloqueio de mais de R$ 327 milhões em ativos ligados aos investigados. Também foram sequestrados 17 veículos — entre eles modelos de luxo avaliados em mais de R$ 8 milhões — e quatro imóveis. A operação resultou ainda na decretação de seis prisões preventivas.

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