ONU pede aos EUA que revejam a política migratória durante a Copa

Nas vésperas do início da Copa do Mundo, que começa nesta quinta-feira (11/6), os EUA impõem restrições a determinados países (Reprodução/ONU)

O chefe dos direitos humanos da Organização das Nações Unidas (ONU), Volker Turk, pediu nesta quarta-feira (10/6) que o governo dos Estados Unidos reconsidere as práticas relacionadas a imigrantes durante a Copa do Mundo de 2026, após polêmicas nas vésperas do torneio.

“Espero, sinceramente, que haja uma profunda reflexão sobre como a aplicação das leis de imigração está impactando os direitos humanos e a dignidade humana, e que, especialmente para a Copa do Mundo, haja uma revisão das políticas que infelizmente temos visto prevalecer, principalmente nos EUA”, destacou Turk, durante coletiva de imprensa em Genebra, Suíça.

Nas vésperas do início da competição, que começa nesta quinta-feira (11/6), o principal país-sede coleciona polêmicas.

árbitro Omar Abdulkadir Artan, da Somália, foi impedido de entrar em território norte-americano, mesmo tendo o visto diplomático, e teve de retornar ao seu país. Ele foi interrogado por autoridades americanas por mais de 11 horas.

Revistas pessoais rigorosas às delegações também chamaram a atenção, como o caso da seleção do Uzbequistão, com detectores de metal e cães farejadores inspecionando os jogadores e a comissão uzbeques.

O caso do Irã é o mais polêmico. Em guerra contra os Estados Unidos desde fevereiro, o país persa cogitou não participar da Copa, mas confirmou a presença.

A delegação iraniana, porém, teve diversos membros com vistos negados para entrar nos EUA, e a seleção mudou o local de hospedagem para o México, mesmo jogando os três jogos da fase inicial em território estadunidense.

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