Paraná põe fim ao uso de animais no diagnóstico da raiva

O Paraná protagonizou um avanço histórico na saúde pública e no bem-estar animal. Uma resolução nacional determinou que os laboratórios brasileiros terão prazo de até cinco anos para substituir o uso de camundongos no diagnóstico da raiva por métodos laboratoriais mais modernos e seguros.

A mudança foi motivada pelos resultados obtidos no Laboratório Central do Paraná, o Lacen-PR, vinculado à Secretaria Estadual da Saúde. O método tradicional exigia a inoculação de amostras suspeitas em camundongos vivos, que eram observados por até 30 dias. Agora, com a técnica de biologia molecular, os resultados podem ser obtidos em poucas horas.

Segundo o secretário estadual da Saúde, César Neves, a iniciativa coloca o Paraná na vanguarda da inovação científica e da bioética, ao demonstrar que é possível garantir diagnósticos mais rápidos e precisos sem provocar sofrimento animal.

A nova metodologia permitirá deixar de utilizar cerca de 30 mil animais por ano em testes laboratoriais, além de melhorar a vigilância epidemiológica e as condições de trabalho das equipes.

A nova norma nacional alinha o Brasil às recomendações internacionais de saúde e bem-estar animal, consolidando uma transformação considerada histórica para a ciência brasileira.

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