Dois eventos sísmicos foram detectados na região de Maricá no sábado; especialistas afirmam que esse tipo de fenômeno é relativamente comum na costa sudeste do país
Dois tremores de terra foram registrados no litoral do Rio de Janeiro, na altura do município de Maricá, na Região Metropolitana, no último sábado (4). O primeiro atingiu magnitude 3,0, enquanto o segundo foi de 2,0, segundo informações da Rede Sismográfica Brasileira (RSBR).
Os abalos foram detectados pelas estações da RSBR e analisados pelo Centro de Sismologia da Universidade de São Paulo (USP). A rede é coordenada pelo Observatório Nacional, com apoio do Serviço Geológico do Brasil (SGB).
De acordo com a RSBR, não houve relatos de moradores que tenham sentido os tremores.
Fenômeno é considerado comum na região
Segundo o sismólogo Gilberto Leite, do Observatório Nacional, os tremores registrados na costa sudeste fazem parte de um comportamento considerado normal da atividade geológica da região.
Conforme o especialista, a margem sudeste do Brasil é a principal zona sísmica em mar aberto do país, onde pequenos terremotos ocorrem com relativa frequência em razão das tensões tectônicas que atuam na crosta terrestre. 
Leite explica ainda que abalos de baixa magnitude, como os registrados no fim de semana, normalmente não são percebidos pela população, embora isso possa variar conforme a intensidade e a localização do evento.
Sequência de tremores foi registrada nas últimas semanas
Os registros mais recentes se somam a outros episódios observados no litoral fluminense nos últimos meses.
Entre os dias 26 e 30 de junho, a Rede Sismográfica Brasileira identificou uma sequência de nove pequenos tremores próximos a Saquarema, na Região dos Lagos. O maior deles alcançou magnitude 2,5.
Antes disso, entre os dias 21 e 22 de maio, outra série de abalos foi registrada na costa, nas proximidades de Maricá. Na ocasião, o maior evento chegou à magnitude 3,3.
Segundo a RSBR, nenhum desses tremores foi sentido pela população.
Atividade sísmica não pode ser prevista
A Rede Sismográfica Brasileira destaca que não é possível prever o comportamento da atividade sísmica na região. De acordo com o órgão, os tremores podem tanto aumentar quanto diminuir ao longo do tempo, sem que haja um padrão que permita antecipar novos eventos.
Da Redação 98 FM News/Com Metrópoles/Portal Leo Dias