Fúria supera a Albiceleste por 1 a 0 no MetLife Stadium, em Nova Jersey, com gol de Ferran Torres; Messi pode ter disputado sua última Copa do Mundo
A Espanha é bicampeã mundial. Em uma final marcada pelo domínio absoluto da Fúria, a seleção espanhola venceu a Argentina por 1 a 0 neste domingo (19), no MetLife Stadium, em Nova Jersey, e conquistou o título da Copa do Mundo de 2026. O gol da vitória foi marcado por Ferran Torres no segundo tempo da prorrogação.
A decisão também pode ter marcado a despedida de Lionel Messi dos Mundiais. Aos 41 anos, o camisa 10 argentino teve uma atuação discreta e terminou a partida sem conseguir levar sua seleção ao segundo título consecutivo.
A superioridade espanhola ficou evidente nos números. A Fúria terminou o jogo com 20 finalizações, enquanto a Argentina conseguiu apenas uma durante toda a partida.
Espanha controla a final desde o início
A seleção espanhola assumiu o controle da posse de bola desde os primeiros minutos e tentou impor seu estilo de troca rápida de passes. A Argentina, por outro lado, apostava em contra-ataques e na capacidade de Messi para criar as principais jogadas ofensivas.
A primeira grande chance surgiu aos quatro minutos. Dani Olmo encontrou Yamal, que finalizou, mas parou em defesa de Dibu Martínez.
Com o passar do tempo, a Espanha aumentou a pressão. A equipe circulava a bola no campo de ataque, enquanto a Argentina tinha dificuldades para recuperar a posse e avançar.
Apesar do domínio espanhol, o primeiro tempo terminou sem gols. A melhor oportunidade argentina surgiu em uma jogada de Nico González, mas a defesa espanhola conseguiu bloquear a finalização.
Argentina melhora, mas segue sem conseguir finalizar
Na volta do intervalo, a equipe comandada por Lionel Scaloni tentou adiantar suas linhas e buscar mais presença no ataque. Ainda assim, a Espanha continuou controlando o ritmo da partida.
Dani Olmo e Yamal criaram boas oportunidades, enquanto Dibu Martínez se tornou um dos principais responsáveis por manter a Argentina viva na decisão. O goleiro fez defesas importantes, incluindo uma intervenção em cabeceio perigoso de Nico Williams.
A situação argentina ficou ainda mais complicada nos acréscimos do tempo regulamentar. Enzo Fernández recebeu o segundo cartão amarelo e foi expulso, deixando a Albiceleste com um jogador a menos.
Mesmo em vantagem numérica, a Espanha não conseguiu marcar antes do fim dos 90 minutos. A decisão foi para a prorrogação.
Ferran Torres decide no tempo extra
A pressão espanhola continuou durante a prorrogação. Dibu Martínez voltou a fazer defesas importantes, mas a Argentina praticamente não conseguia sair do campo de defesa.
Aos cinco minutos da primeira etapa do tempo extra, Nico Williams chegou a marcar, mas o gol foi anulado por falta.
O gol do título saiu no segundo tempo da prorrogação. Nico Williams avançou pela linha de fundo e conseguiu fazer o passe para Ferran Torres. O atacante apareceu bem posicionado e finalizou de primeira para vencer Dibu Martínez e colocar a Espanha em vantagem.
A Argentina finalmente se lançou ao ataque, mas não conseguiu transformar a reação em oportunidades claras. Messi, principal referência da equipe, teve dificuldades para participar do jogo e não conseguiu evitar a derrota.
Ferran Torres ainda marcou novamente, mas o lance foi anulado por impedimento.
Nos minutos finais, a Argentina tentou pressionar em busca do empate, mas a Espanha manteve a organização defensiva e confirmou a vitória.
Com o triunfo, a Fúria conquista seu segundo título mundial. A Argentina encerra a competição com o vice-campeonato, enquanto Lionel Messi deixa a decisão com a possibilidade de ter disputado sua última partida em Copas do Mundo.