Petição para anular final da Copa entre Argentina e Espanha passa de 67 mil assinaturas

Reprodução: Cazé TV

Torcedora argentina Gisela Sánchez contesta arbitragem do esloveno Slavko Vincic na decisão disputada no MetLife Stadium; iniciativa não tem valor jurídico

A derrota da Argentina na final da Copa do Mundo de 2026 segue gerando repercussão nas redes sociais. Um abaixo-assinado criado pela torcedora Gisela Sánchez para exigir a anulação da decisão contra a Espanha, disputada no último domingo (19), em Nova Jersey, já reúne mais de 67 mil assinaturas.

O que diz a petição

O documento questiona a atuação do árbitro esloveno Slavko Vincic e afirma, sem apresentar provas, que houve interferência da arbitragem no resultado. Gisela alega existir um material em vídeo que comprovaria uma suposta compra do árbitro, mas nenhum anexo foi incluído na petição, que pede uma revisão completa da partida.

“É uma decepção monumental para os jogadores, treinadores e, acima de tudo, para os torcedores que anseiam por ver uma partida decidida pelo talento e pela dedicação em campo, em vez de por decisões de arbitragem manipuladas”, diz o texto do abaixo-assinado.

Como foi a final

A Espanha se consagrou bicampeã mundial ao vencer a Argentina com gol de Ferrán Torres, aos 10 minutos da prorrogação. O duelo aconteceu no MetLife Stadium, nos Estados Unidos, na tarde do último domingo (19).

O que sustenta a reclamação

A petição questiona principalmente uma suposta falta não marcada na origem da jogada que resultou no gol do título espanhol, na prorrogação. Esse lance é um dos principais pontos usados para justificar a insatisfação argentina com a arbitragem do duelo.

Petição não tem efeito sobre o resultado

Apesar da mobilização, o abaixo-assinado não tem poder para alterar o resultado oficial da final, já que não possui valor jurídico. Situação semelhante ocorreu com o movimento internacional “Argentina Out”, lançado durante a Copa e que reuniu mais de 23 milhões de assinaturas pedindo a exclusão definitiva da seleção argentina das competições da Fifa, com base em alegações de favorecimento arbitral. Assim como naquele caso, a nova campanha representa uma reação de torcedores, mas não altera a decisão da entidade.

Repercussão na imprensa internacional

Parte da mídia europeia tratou a mobilização como reflexo de uma insatisfação argentina que ainda está longe de se encerrar. O jornal espanhol Mundo Deportivo destacou que esse tipo de ação não tem o poder de alterar uma final de Copa do Mundo, já que a anulação só seria possível em condições excepcionais previstas pela Fifa.

As reclamações acabaram isolando o país nas redes e geraram rejeição na imprensa europeia, que classificou a conquista espanhola como um ato de justiça. Em editorial, o jornal Marca afirmou que o título da Espanha representou mais do que uma vitória, e sim uma defesa do futebol diante de um estilo de jogo considerado violento e antidesportivo.

Já o diário argentino Olé afirmou que esse tipo de manifestação tem se tornado mais frequente após certos resultados esportivos. O jornal citou ainda uma iniciativa semelhante de torcedores franceses, que pediram a revisão do resultado da semifinal contra a Espanha.

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