O endividamento das famílias brasileiras atingiu o maior nível da série histórica iniciada em 2015. Em julho deste ano, 82% dos lares declararam possuir algum tipo de dívida, segundo levantamento divulgado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, a CNC.
O índice representa um aumento em relação aos 81,6% registrados em junho e inclui dívidas com cartão de crédito, cheque especial, empréstimos, crédito consignado, carnês de lojas e financiamentos de veículos e imóveis.
Apesar do avanço no endividamento, alguns indicadores apresentaram melhora. O percentual de famílias com contas em atraso caiu para 29,8%, enquanto o tempo médio de atraso nos pagamentos recuou para 64 dias, o menor desde dezembro de 2025. Também diminuiu o número de consumidores com dívidas vencidas há mais de 90 dias.
Por outro lado, cresceu para 19% a parcela de brasileiros que destina mais da metade da renda mensal ao pagamento de dívidas. Em média, as famílias comprometem quase 30% dos rendimentos para quitar seus compromissos financeiros.
A situação é mais preocupante entre as famílias de menor renda. Entre quem recebe até três salários mínimos, quase 85% estão endividados, e mais de 38% têm contas em atraso.