Mortes no território Yanomami disparam durante governo Lula

Dados do Ministério da Saúde enviados ao Congresso Nacional apontam que 1.121 indígenas morreram na Terra Yanomami entre 2023 e 2025, período correspondente ao terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Segundo os dados apresentados, o número supera as 951 mortes registradas entre 2019 e 2022, durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. Os óbitos estão relacionados principalmente a doenças e às condições de vulnerabilidade enfrentadas pelas comunidades indígenas, em um território também marcado pelo avanço do crime organizado e do garimpo ilegal.

A situação voltou a mobilizar autoridades dos três Poderes. O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Edson Fachin, teria procurado a presidente da Comissão de Direitos Humanos do Senado, Damares Alves, para articular uma missão conjunta ao território Yanomami nas próximas semanas. A iniciativa pretende acompanhar de perto a crise humanitária e verificar as condições enfrentadas pela população.

A proteção dos povos indígenas foi uma das principais bandeiras da campanha de Lula em 2022. O atual governo criou, pela primeira vez, o Ministério dos Povos Indígenas, comandado por Sonia Guajajara, e anunciou medidas para ampliar os serviços públicos de saúde, assistência social e o combate ao crime organizado nas terras indígenas.

Apesar dos investimentos e das ações anunciadas pelo governo federal, os números apresentados ao Congresso indicam que a crise humanitária na Terra Yanomami permanece grave e continua exigindo medidas de emergência para reduzir as mortes e melhorar as condições de vida das comunidades indígenas.

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