Sergio Moro (PL) confirmou nas urnas a expectativa construída durante a campanha e foi eleito governador do Paraná já no primeiro turno. Com 100% das urnas apuradas, o ex-juiz e senador recebeu 3.127.911 votos, equivalentes a 50,10% dos votos válidos, superando por pequena margem a barreira necessária para evitar um segundo turno.
O resultado representa uma vitória política ainda mais ampla para o grupo liderado por Moro. A coligação que sustentou sua candidatura também conseguiu eleger os dois senadores apoiados pela chapa: Filipe Barros (PL) e Deltan Dallagnol (Novo). Os três integraram o projeto majoritário formado por PL, Novo e Podemos e chegaram a iniciar conjuntamente a campanha eleitoral.
Filipe Barros terminou como o candidato mais votado para o Senado no Estado, com cerca de 3,15 milhões de votos, enquanto Deltan Dallagnol conquistou aproximadamente 2,9 milhões, ficando com a segunda cadeira.
A eleição de Deltan ganhou peso adicional por ocorrer após uma intensa disputa jurídica em torno de sua candidatura. Na véspera da votação, uma decisão individual havia invalidado seu registro, mas o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, suspendeu os efeitos dessa decisão no domingo, permitindo a contabilização normal dos votos enquanto o caso aguarda definição definitiva da Justiça Eleitoral.
Com o resultado, Moro não apenas chega ao Palácio Iguaçu como amplia sua influência sobre a representação paranaense em Brasília. Governador e os dois senadores eleitos fizeram parte do mesmo campo político na disputa majoritária, configurando uma das principais vitórias eleitorais do grupo no Estado.
Moro derrotou Sandro Alex (PSD), candidato apoiado pelo governador Ratinho Junior, que terminou com cerca de 25,37%, enquanto Requião Filho (PDT) ficou próximo de 23,47%.