O Ministério da Saúde começou a ofertar nove novos medicamentos para tratamento de câncer pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Os tratamentos contemplam 13 indicações diferentes, incluindo câncer de mama, próstata, pulmão, rim, estômago e alguns tipos de linfoma. A previsão é beneficiar mais de 116 mil pacientes.
A distribuição começa em 20 centros especializados, localizados em 17 estados brasileiros, incluindo o Paraná. A expectativa é ampliar a oferta para os demais serviços oncológicos do país até o fim do ano.
Entre os medicamentos disponibilizados estão o abemaciclibe, indicado para determinados tipos de câncer de mama, o pazopanibe, utilizado no tratamento de câncer renal metastático, e o trastuzumabe, que passa a ser oferecido também para pacientes com câncer de estômago.
Segundo o Ministério da Saúde, alguns desses medicamentos já haviam sido incorporados ao SUS, mas ainda não estavam disponíveis efetivamente nos serviços públicos. A iniciativa faz parte do programa Agora Tem Especialistas, criado para ampliar o acesso ao diagnóstico e ao tratamento e reduzir o tempo de espera dos pacientes.
O investimento anual previsto para a aquisição dos nove medicamentos é de R$ 155,4 milhões. Para viabilizar a oferta de 23 novos fármacos oncológicos até o fim do ano, o governo federal prevê um investimento total de R$ 4 bilhões anuais.
Além dos novos medicamentos, o Ministério da Saúde anunciou a distribuição de 400 mil testes imunoquímicos fecais (FIT) para iniciar o rastreamento do câncer colorretal na rede pública. A implementação será gradual, com início previsto para novembro em capitais e municípios com mais de 500 mil habitantes.
O exame será destinado a homens e mulheres assintomáticos entre 50 e 75 anos e poderá identificar sinais que indiquem a necessidade de realizar uma colonoscopia para confirmação do diagnóstico.
Outra medida anunciada é o aumento dos recursos para cirurgias oncológicas videotorácicas, utilizadas principalmente no tratamento do câncer de pulmão. O investimento será de R$ 46 milhões por ano, com a expectativa de reduzir o tempo de internação e as complicações após os procedimentos.
O governo também prevê reajustes nos valores pagos por procedimentos oncológicos e exames diagnósticos, além de ampliar o financiamento de tecnologias utilizadas na identificação de diferentes tipos de câncer.