Município contabiliza 60 casos confirmados da doença; levantamento realizado nesta semana vai identificar os índices de infestação do mosquito Aedes aegypti
Apucarana permanece em alerta para o risco de proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya. Conforme o último boletim epidemiológico da Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa), o município acumula 1.089 notificações de casos suspeitos de dengue, das quais 60 foram confirmadas. A preocupação das autoridades sanitárias aumenta diante das chuvas frequentes e da elevação das temperaturas, condições que favorecem a reprodução do mosquito.
De acordo com o coordenador das equipes de combate a endemias de Apucarana, enfermeiro Luciano Simplício, a Divisão de Controle de Endemias realizou, nos dias 20 e 21 de outubro, o Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa). O trabalho permite identificar os níveis de infestação do mosquito em diferentes regiões da cidade e orientar as próximas estratégias de prevenção e combate à doença.
O momento exige atenção especial da população. Após o forte temporal que atingiu Apucarana em 21 de setembro, provocando danos em imóveis, estruturas públicas e diferentes bairros, as equipes municipais continuam mobilizadas nos trabalhos de recuperação da cidade. Além disso, materiais e objetos espalhados em terrenos e quintais podem acumular água da chuva, criando condições favoráveis à formação de novos criadouros.
Diante desse cenário, a participação dos moradores torna-se ainda mais importante para evitar o aumento da infestação. A orientação é manter quintais e terrenos limpos, eliminar recipientes que possam acumular água, verificar calhas e caixas-d’água, além de garantir o descarte adequado de lixo, entulhos e materiais inservíveis.
Embora o número de casos confirmados seja significativamente inferior ao registrado durante os períodos de maior circulação da doença no município, a vigilância epidemiológica reforça que a prevenção precisa ser permanente. A recomendação das equipes de endemias é que cada morador reserve alguns minutos da semana para vistoriar sua residência. A eliminação dos criadouros continua sendo uma das medidas mais eficazes para reduzir a presença do mosquito e proteger a população contra a dengue.