Flávio Bolsonaro desembarca nos EUA; aliado cita “Operação ALBA” em resgate do senador

WASHINGTON e BRASÍLIA — O Departamento de Estado dos Estados Unidos confirmou, em declaração prestada à agência AFP e ao jornal The New York Times, que concederá vistos ao senador e candidato derrotado à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), e a seus familiares, autorizando formalmente a entrada do grupo em território norte-americano.

A confirmação por parte das autoridades diplomáticas dos EUA ocorreu de forma paralela ao comunicado enviado pela Polícia Federal (PF) ao Supremo Tribunal Federal (STF), no qual a corporação registrou o descumprimento de ordem judicial pelo parlamentar e efetivou o cancelamento de seus passaportes nos sistemas de controle.

Saída do país, apoio americano e a “Operação ALBA”

As movimentações do parlamentar intensificaram-se após a divulgação do resultado das urnas no segundo turno presidencial, no qual o presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi eleito com 51,77% dos votos válidos contra 48,23% do senador.A viagem do parlamentar para o exterior ganhou repercussão internacional a partir de manifestações do empresário e advogado mexicano Simón Levy. Em publicações em suas redes sociais, Levy afirmou que a chegada do senador aos EUA em segurança fez parte de um plano logístico e diplomático batizado de “Operação ALBA”.

Articulação atribuída a Marco Rubio

Segundo o relato publicado pelo empresário, a coordenação da viagem teria sido encabeçada diretamente pelo Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, com a finalidade de garantir abrigo político ao senador e permitir que ele comande a oposição ao governo brasileiro a partir de solo norte-americano.

Posição dos órgãos oficiais

Embora o Departamento de Estado tenha assegurado a emissão dos vistos de entrada para a família, o governo dos EUA não emitiu notas públicas validando a denominação “Operação ALBA” como um protocolo governamental oficial ou detalhando ações operacionais.

Intimação do STF e cancelamento de documentos pela PF

No âmbito das investigações conduzidas no STF sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes, o parlamentar havia sido intimado para entregar seus passaportes em um prazo de 24 horas.

Diante do esgotamento do prazo fixado sem a entrega espontânea dos documentos, a Polícia Federal notificou a Corte Suprema e efetuou o cancelamento sumário dos passaportes no sistema nacional de emissão e controle.

Status jurídico: Conforme informado pela Polícia Federal, o descumprimento da medida cautelar de retenção de documentos não gera automatismo para decretação de prisão ou enquadramento imediato do senador como foragido da Justiça, uma vez que não havia mandado de prisão expedido contra ele.

Conexões familiares nos EUA: O irmão do parlamentar, Eduardo Bolsonaro, reside atualmente nos Estados Unidos, onde obteve o status de residente permanente (green card) e mantém interlocução fluente com quadros da administração de Donald Trump.

Até o momento, a assessoria jurídica e a equipe de comunicação de Flávio Bolsonaro não divulgaram nota oficial sobre o itinerário ou o planejamento das atividades do senador no exterior.

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