Advogada que salvou família de incêndio no PR surge publicamente pela 1ª vez

Juliane se pendurou sobre uma caixa de ar condicionado para salvar familiares de um incêndio no PR (Reprodução: Divulgação)

A advogada Juliane Vieira, de 28 anos, apareceu publicamente pela primeira vez desde que recebeu alta médica, após passar três meses internada devido a queimaduras em cerca de 63% do corpo, sofridas ao resgatar uma família durante um incêndio em um apartamento em Cascavel, no oeste do Paraná. A aparição aconteceu em uma prévia da entrevista concedida ao programa Fantástico, que será exibida no próximo domingo (8/2).

Em trecho divulgado, Juliane afirmou que pretende detalhar a experiência.

“Eu vou explicar como tudo aconteceu e como eu consegui sobreviver a essa tragédia”, disse. Questionada sobre seu estado de saúde, respondeu de forma direta: “Tô bem”.

A advogada recebeu alta em janeiro, após longa internação no Hospital Universitário de Londrina, e segue em recuperação domiciliar, que exige cuidados contínuos e acompanhamento especializado. Para ajudar nesse período, amigos e familiares mantêm uma campanha de arrecadação de recursos.

A mobilização é liderada por Alanna Koerich, amiga de Juliane, que explicou nas redes sociais que a advogada ainda não consegue gravar vídeos para pedir ajuda pessoalmente. “Quando aconteceu o incêndio, recebi muitas mensagens de pessoas oferecendo ajuda, mas elas se perderam com o tempo. Agora que ela está em casa, é importante que essas mensagens sejam reenviadas”, disse.

Segundo Alanna, Juliane precisa principalmente de fisioterapia, acompanhamento psicológico e recursos financeiros, já que nem todos os tratamentos são cobertos pelo SUS. Parte do valor arrecadado anteriormente foi usado para adaptar a casa às necessidades da advogada. “Móveis comuns não atendem às necessidades dela. Foi preciso adaptar tudo para recebê-la”, explicou.

Além disso, a advogada necessita de pomadas específicas para queimaduras, roupas adequadas e itens que não agravem seu quadro clínico. “Ela não pode dormir com qualquer lençol e precisa de roupas próprias, medicamentos e atenção contínua”, completou Alanna.

O incêndio ocorreu no dia 15 de outubro de 2025, em um apartamento do 13º andar. Imagens que circularam nas redes sociais mostraram Juliane pendurada em um suporte de ar-condicionado, tentando alcançar os familiares do lado de fora do prédio. Ela conseguiu resgatar a mãe e o primo, sendo socorrida em seguida pelo Corpo de Bombeiros.

A mãe, Sueli, sofreu queimaduras no rosto e nas pernas, além de lesões nas vias respiratórias pela inalação de fumaça, permanecendo 11 dias internada no Hospital São Lucas, em Cascavel. O primo, Pietro, foi transferido para Curitiba devido a queimaduras nas pernas e mãos e também inalação de fumaça, ficando 16 dias internado antes de receber alta no fim de outubro.

Da Redação 98 FM com informações do Portal Leo Dias

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