Advogada recebe alta após três meses hospitalizada por salvar família de incêndio

Juliane Vieira, de 28, ficou pendurada em um suporte de ar-condicionado para resgatar mãe e primo durante incêndio. — Foto: Reprodução

Após quase três meses de internação, Juliane Vieira, de 29 anos, recebeu alta nesta terça-feira (20) do Hospital Universitário de Londrina, no norte do Paraná. A advogada ficou gravemente ferida em 15 de outubro de 2025 ao resgatar a mãe e o primo de 4 anos durante um incêndio em seu apartamento, localizado no centro de Cascavel, na região oeste do estado.

A assessoria do hospital confirmou a alta, mas não divulgou detalhes sobre o estado atual de saúde de Juliane. No entanto, em 14 de janeiro, a equipe médica já havia informado que ela estava consciente e respirando normalmente.

Em dezembro, a mãe da advogada, Sueli Vieira, contou em entrevista que Juliane começava a despertar do coma induzido e conseguia se comunicar com a família. A recuperação ocorreu após quase dois meses de tratamento no Centro de Tratamento de Queimados, referência no Paraná no cuidado a pacientes vítimas de queimaduras graves. Ao todo, Juliane sofreu queimaduras em 63% do corpo.

A Polícia Civil concluiu a investigação sobre o incêndio em novembro de 2025, determinando que o fogo não teve origem criminosa. Segundo o laudo pericial, as chamas começaram na cozinha do apartamento.

O resgate heróico

O incêndio ocorreu na manhã de 15 de outubro, no 13º andar de um prédio localizado no cruzamento das ruas Riachuelo e Londrina, no bairro Country. Vídeos compartilhados nas redes sociais mostraram Juliane pendurada em um suporte de ar-condicionado do lado de fora do prédio, tentando salvar a mãe e o primo.

Dentro do apartamento estavam Sueli, de 51 anos, e Pietro, de 4 anos. Após conseguir retirar os dois do apartamento em chamas, Juliane foi resgatada pelo Corpo de Bombeiros, com queimaduras em 63% do corpo.

Sueli sofreu queimaduras no rosto e nas pernas, além de lesões nas vias respiratórias devido à inalação de fumaça. Ela ficou 11 dias internada no Hospital São Lucas, em Cascavel. Pietro também inalou fumaça e teve queimaduras nas pernas e mãos; ele foi transferido para Curitiba e permaneceu internado por 16 dias, recebendo alta no final de outubro.

Dois bombeiros que participaram do resgate também ficaram feridos. Um teve queimaduras nos braços, mãos e parte das costas, enquanto o outro sofreu queimaduras nas mãos. Ambos receberam atendimento médico e tiveram alta dias depois.

Com informações do G1PR

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