Jordi Vilsinski Beffa, de 28 anos, estava detido desde fevereiro de 2022 em presídio de Samut Prakan; caso foi acompanhado pela Embaixada do Brasil em Bangkok
O apucaranense Jordi Vilsinski Beffa, de 28 anos, deixou a prisão na Tailândia e embarcou na terça-feira (29) de volta ao Brasil. Segundo informou o advogado Petrônio Cardoso ao TNOnline, a liberdade foi possível graças a um perdão real concedido por bom comportamento. A previsão era de que ele chegasse ao país na noite de terça.
O benefício havia sido anunciado em setembro do ano passado. Na época, a defesa confirmou à Folha de S.Paulo que o rei da Tailândia havia concedido o perdão em agosto de 2025. Conforme o advogado, a pena de sete anos foi reduzida para quatro anos e oito meses, com um abatimento de dois anos e quatro meses.
De acordo com Cardoso, o rei Maha Vajiralongkorn levou em conta o bom comportamento de Jordi na prisão, incluindo o cumprimento de tarefas internas. O advogado comparou o perdão real ao indulto natalino aplicado no Brasil e disse ter sido informado da decisão pela Embaixada do Brasil em Bancoc
Pena cumprida integralmente no exterior
Como Jordi foi julgado e condenado com base nas leis tailandesas, ele não precisará cumprir nenhum restante da pena em solo brasileiro, segundo a defesa. Na Tailândia, o tráfico de drogas pode ser punido com prisão perpétua e, nos casos mais graves, até com pena de morte.
O jovem estava detido em Samut Prakan, a cerca de 40 quilômetros de Bangkok, e mantinha contato com os pais por videoconferência, por meio de um aplicativo do presídio.
Acompanhamento consular
Em nota divulgada no ano passado, o Ministério das Relações Exteriores informou que acompanha o caso por meio da Embaixada do Brasil em Bangkok e presta assistência consular ao brasileiro desde a prisão. Na mesma ocasião, a embaixada informou que ele estava em bom estado de saúde. Ainda em março de 2022, pouco após a prisão, o chefe do setor consular visitou Jordi no presídio e conversou com ele por cerca de dez minutos
Relembre o caso
Jordi foi preso em fevereiro de 2022 no Aeroporto de Suvarnabhumi, com 6,5 quilos de cocaína, avaliados em 19,5 milhões de bahts, o equivalente a mais de R$ 3,1 milhões na época. A droga estava dividida em duas malas. No mesmo dia, outros dois brasileiros também foram presos pelo mesmo crime.
Segundo investigações da Polícia Federal, os três embarcaram no Aeroporto Afonso Pena, em São José dos Pinhais, e a suspeita é de que tenham sido aliciados pela mesma organização criminosa para atuar como “mulas” no transporte da droga até a Ásia.
Antes da viagem, Jordi trabalhava com carteira assinada como operador de máquinas em uma fábrica de roupas e máscaras em Apucarana. Segundo o TNOnline, ele pediu demissão três dias antes de embarcar.
Com informações do TNOnline, Folha de S.Paulo e Estadão.