Com quase 100 mil veículos registrados, a “Cidade Alta” mantém um ritmo frenético de consumo que impressiona. Um levantamento baseado em dados da ANP e do Detran-PR revela que o consumo de combustíveis em Apucarana movimenta cifras milionárias. Por mês, a estimativa é que os motoristas consumam cerca de 9 milhões de litros de combustíveis, injetando quase R$ 60 milhões na economia local.
Infraestrutura de gigante
Para dar conta desse volume, Apucarana conta hoje com 38 postos de combustíveis em operação. Essas unidades estão estrategicamente distribuídas entre o centro, os bairros e, principalmente, às margens das rodovias BR-376 e BR-369, que cortam o município e trazem um fluxo intenso de caminhões de carga e viajantes de todo o país. Esses estabelecimentos não são apenas pontos de abastecimento, mas motores da economia local, gerando centenas de empregos diretos entre frentistas, gerentes e pessoal de conveniência.
A frota local
O volume massivo é reflexo de uma frota robusta que hoje soma aproximadamente 96,8 mil veículos. Desses, os automóveis de passeio são maioria (54 mil), mas o destaque vai para o setor de transporte e agronegócio, que faz o consumo de óleo diesel saltar para a casa dos 3 milhões de litros mensais.
Fatores locais
Especialistas apontam que a topografia de Apucarana é um fator determinante. “Uma cidade com muitas subidas exige mais torque e, consequentemente, queima mais combustível”, explicam analistas do setor automotivo. Além disso, o fato de Apucarana ser um polo regional de serviços e saúde atrai diariamente milhares de veículos de cidades vizinhas, como Cambira, Jandaia do Sul e Mauá da Serra, que acabam utilizando a rede de postos local.
O peso no bolso
Com o combustível mantendo médias elevadas no início de 2026, o custo para manter o carro na garagem ou a empresa rodando tornou-se um dos principais desafios do orçamento doméstico. Por ano, o montante gasto em combustíveis na cidade ultrapassa os R$ 650 milhões — um valor que supera o orçamento anual inteiro de muitos municípios vizinhos.
Da Redação 98FM