Bayer propõe acordo para indenizar usuários do glifosato nos EUA

A empresa alemã Bayer comunicou que sua subsidiária nos EUA Monsanto, propôs um acordo de 7,25 bilhões de dólares ou R$ 37,91 bilhões, para encerrar dezenas de milhares de processos judiciais, atuais e futuros, movidos por pessoas que alegam ter contraído câncer pelo manuseio do agrotóxico Roundup à base de glifosato.

A proposta, apesar de representar um passo importante para a empresa alemã, que passou anos lidando com os riscos legais relacionados ao Roundup, fez com que as ações da Bayer despencassem até 12%.

A empresa alemã afirmou que a proposta, com efeito em todo o território americano, estabeleceria um programa de indenização financiado por pagamentos anuais para um fundo especial por até 21 anos.

O valor pago aos indivíduos vai depender de como eles usaram o Roundup, da idade em que foram diagnosticados e da gravidade do linfoma adquirido.

Pelos termos da proposta, um trabalhador agrícola, industrial ou de gramados exposto por longo período ao Roundup receberia em média 165 mil dólares se tiver sido diagnosticado com uma forma agressiva da doença antes dos 60 anos.

Já um usuário residencial do Roundup diagnosticado entre 60 e 77 anos com uma forma menos agressiva da doença receberia em média 20 mil dólares. E os diagnosticados com 78 anos ou mais poderão receber em média 10 mil dólares.

O advogado Matt Clement, que representa cerca de 280 demandantes do caso Roundup, disse estar surpreso com o acordo proposto e espera que muitos de seus clientes optem por não aceitar o acordo por se tratarem de valores extremamente baixos.

Cerca de 200 mil ações judiciais relacionadas ao Roundup foram movidas contra a Bayer nos Estados Unidos. Isso inclui mais de 125 mil demandantes que entraram com processos desde 2015.

O Roundup está entre os herbicidas mais utilizados nos Estados Unidos.

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