Campanha alerta sobre imunização contra vírus que causa bronquiolite

Vírus sincicial respiratório afeta principalmente menores de 2 anos (Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil)

Iniciativa busca conscientizar gestantes, famílias e profissionais de saúde sobre a importância da imunização contra o VSR, principal causa de bronquiolite em crianças pequenas

A Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) lançou a campanha “Todos contra o VSR – Proteção desde o Início”, com o objetivo de ampliar a conscientização sobre a prevenção do vírus sincicial respiratório (VSR). A iniciativa é voltada para gestantes, familiares e profissionais da saúde, destacando a importância da imunização para proteger os bebês, especialmente nos primeiros meses de vida.

Segundo a SBIm, o VSR é responsável por cerca de 80% dos casos de bronquiolite e por até 60% das pneumonias em crianças com menos de dois anos, sendo uma das principais causas de internações nessa faixa etária.

Mais de 21 mil casos de SRAG foram registrados em 2026

Dados do Ministério da Saúde apontam que, neste ano, foram confirmados 21.398 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) provocados pelo VSR. Desse total, 246 evoluíram para óbito.

As crianças com menos de dois anos concentram a maior parte dos registros, com 17.081 casos confirmados e 109 mortes.

Imunização protege os bebês nos primeiros meses

De acordo com a coordenadora da campanha e diretora da SBIm, Isabella Ballalai, a prevenção é fundamental para reduzir o risco de complicações nos primeiros meses de vida, período em que os bebês são mais vulneráveis às infecções causadas pelo vírus.

Atualmente, duas estratégias de proteção estão disponíveis. A primeira é a vacinação da gestante, que permite a transferência de anticorpos para o bebê ainda durante a gravidez, oferecendo proteção desde os primeiros dias após o nascimento.

Outra alternativa é a aplicação de anticorpos monoclonais em crianças menores de dois anos, especialmente prematuros e pacientes pertencentes a grupos considerados de maior risco.

Campanha aposta em relatos reais e conteúdo educativo

Um dos destaques da campanha é a divulgação de vídeos com depoimentos de médicos e familiares que enfrentaram casos graves da doença. Entre os participantes está o médico Dráuzio Varella, além de mães que relatam a experiência vivida com filhos diagnosticados com o VSR.

Segundo a SBIm, os relatos ajudam a aproximar o tema da realidade das famílias, tornando mais evidente a gravidade da doença e reforçando a importância da prevenção.

Além dos vídeos, a campanha disponibiliza videoaulas para profissionais da saúde, um hotsite com informações sobre o vírus e ações nas redes sociais, com conteúdos educativos publicados no Instagram, YouTube, TikTok e Facebook. A iniciativa também prevê o envio de informações diretamente ao público por e-mail e WhatsApp.

Primeiros meses de vida concentram maior risco

A entidade destaca que mais da metade das internações relacionadas ao VSR ocorre nos dois primeiros meses de vida. Quando considerada a faixa de até três meses de idade, esse percentual sobe para cerca de dois terços dos casos.

Atualmente, o Programa Nacional de Imunizações (PNI) oferece a vacina contra o VSR para gestantes a partir da 28ª semana de gestação. Também está disponível o anticorpo monoclonal para bebês prematuros, nascidos com menos de 37 semanas, com até seis meses de idade, além de crianças menores de dois anos com comorbidades específicas.

A SBIm recomenda ampliar a proteção para outros grupos, incluindo prematuros durante o primeiro ano de vida e crianças menores de dois anos sem comorbidades, conforme avaliação do pediatra.

Campanha conta com apoio de entidades nacionais e internacionais

A iniciativa reúne o apoio de diversas instituições ligadas à saúde pública e à infância, entre elas a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), a Federação das Associações Brasileiras de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), as sociedades brasileiras de Pediatria (SBP) e Infectologia (SBI), o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) e a ONG Prematuridade.com.

Da Redação 98 FM News/Com Agência Brasil

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