Caso Cíntia: Costureira foi morta à facadas

A descoberta ocorreu após o principal suspeito do caso confessar o homicídio e apontar o local onde o corpo havia sido enterrado em uma cova rasa, em meio à mata (Foto: Reprodução)

A Polícia Civil do Paraná (PC-PR) localizou, nesta quinta-feira (5), na região da Vila Reis, em Apucarana, os restos mortais que seriam da costureira Cíntia Cristina Silveira da Costa, de 31 anos, desaparecida desde maio do ano passado. A descoberta ocorreu após o principal suspeito do caso confessar o homicídio e apontar o local onde o corpo havia sido enterrado em uma cova rasa, em meio à mata.

Apesar de a identificação oficial ainda depender de exames do Instituto Médico Legal (IML), a Polícia Civil considera o caso esclarecido. As investigações são conduzidas pela Delegacia da Mulher e pela 17ª Subdivisão Policial (SDP) de Apucarana.

No local onde os restos mortais foram encontrados, a delegada Luana Lopes, responsável pela investigação, explicou que o próprio suspeito acompanhou as equipes e indicou o ponto exato onde havia enterrado a vítima.

Segundo a delegada, o homem relatou que conheceu Cíntia durante uma festa em uma boate. Eles não tinham vínculo anterior e teriam se envolvido no evento. Depois, seguiram para a casa dele. Ainda conforme o depoimento, durante o encontro houve uma discussão, e o suspeito desferiu três golpes de faca contra a costureira.

“O local é de difícil acesso, com mata bastante fechada. Sem a presença dele aqui, não teria sido possível localizar o corpo. Tentamos inclusive de forma remota, mas não conseguimos”, afirmou Luana Lopes.

O suspeito é natural de Campinas (SP), não possui antecedentes criminais e afirmou ter agido sozinho, alegando que o crime não foi premeditado. No local indicado, além da ossada, foram encontrados fragmentos de pele, que serão submetidos a exames para confirmação genética.

De acordo com a Polícia Civil, o homem permanece preso em Apucarana, mas pode ser transferido para Campinas.

A delegada destacou ainda a complexidade da apuração, que durou quase um ano. Durante o período, a polícia enfrentou dificuldades como a pouca colaboração de testemunhas, apagamento de imagens de câmeras de segurança e até o assassinato de pessoas que poderiam contribuir com as investigações.

“Foi uma investigação extremamente complexa. Tivemos testemunhas que pouco ajudaram e, inclusive, assassinatos de testemunhas ao longo do processo”, relatou.

O suspeito já vinha sendo investigado e estava sob custódia em Campinas. A Polícia Civil precisou de autorização judicial para trazê-lo até Apucarana, o que foi decisivo para a localização dos restos mortais.

Emocionada, Luana Lopes ressaltou o empenho da equipe ao longo dos meses de trabalho e destacou a atuação das mulheres na condução do caso.

“Hoje mostramos à sociedade apucaranense e paranaense que nós, mulheres, somos capazes. Muito capazes. E conseguimos dar uma resposta à família da Cíntia”, afirmou.

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