Menina morreu após ser socorrida com sinais de violência sexual; dois homens foram presos e caso mobiliza investigação da Polícia Civil do Ceará
Uma bebê de 10 meses, identificada como Helena, morreu na manhã da última segunda-feira (13), em Fortaleza, após ser socorrida com sinais de violência sexual. O caso, que gerou comoção em todo o país, é investigado pela Polícia Civil do Ceará, que apura também a suspeita de asfixia. Dois homens foram presos em flagrante. Veja abaixo um resumo de tudo o que se sabe até o momento. 
Como o caso aconteceu
Segundo apurado pela polícia, a mãe da criança participava de uma festa em um apartamento no bairro Dionísio Torres, ao lado de um homem com quem havia iniciado um relacionamento havia poucos dias. Em depoimento, ela relatou ter adormecido próximo à filha e, ao acordar, percebido que a bebê estava em posição diferente daquela em que a havia deixado para dormir — com a cabeça voltada para um lado e as pernas sobre o corpo. Segundo o relato, um dos homens presentes no local permanecia próximo à cabeça da criança nesse momento.
A mãe afirmou ter reagido de imediato: empurrou o homem, pegou a filha no colo e deixou o apartamento em busca de socorro. Em outro trecho do depoimento, ela relatou ter percebido que algo estava errado com a criança e imaginado, a princípio, que a filha estivesse engasgada.
Socorro e morte
A bebê foi levada a uma unidade de saúde, mas não resistiu e morreu no local. Durante o atendimento médico, profissionais constataram sinais compatíveis com violência sexual. A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) do Ceará confirmou que a unidade de saúde identificou indícios do crime. A causa oficial da morte ainda não foi confirmada — a polícia aguarda o laudo pericial, que também deve apontar se houve asfixia.
Os presos
Dois homens foram presos em flagrante horas após o crime:
Francisco Ray Rodrigues Magalhães, de 22 anos — apontado inicialmente como “padrasto” da criança, ele seria, segundo a mãe, um relacionamento recente, iniciado poucos dias antes do crime;
Roberto Levy Oliveira Magalhães, de 26 anos — primo do primeiro suspeito.
Segundo testemunhas, os dois apresentavam sinais de embriaguez no momento da prisão. Ambos devem responder por estupro de vulnerável seguido de morte.
O que dizem as defesas
A defesa de Francisco Ray Rodrigues Magalhães, representada pela advogada Gleyce Kelly Leitão, informou que o suspeito colabora com as investigações e se submeteu voluntariamente à coleta de material genético. Segundo a nota, o cliente afirma não estar no mesmo quarto em que a criança dormia — ponto que, segundo a defesa, será analisado ao longo da investigação. A nota também pede cautela quanto a julgamentos antecipados antes da conclusão dos laudos periciais.
A defesa de Roberto Levy Oliveira Magalhães não foi localizada até o momento.
A investigação
O caso é conduzido pela Delegacia de Combate à Exploração da Criança e do Adolescente (Dececa), unidade especializada da Polícia Civil do Ceará. Além dos dois presos, a mãe e o tio da criança foram ouvidos pela polícia — depoimentos que, segundo a Dececa, devem ajudar a reconstruir a linha do tempo do crime e o grau de participação de cada envolvido. Equipes da Polícia Militar do Ceará, do Corpo de Bombeiros e da Perícia Forense do Estado também atuaram na ocorrência.
Helena foi sepultada na terça-feira (14). O caso segue sob investigação, e a Polícia Civil aguarda a conclusão dos laudos periciais para confirmar a causa da morte e avançar nas próximas etapas do inquérito.