Um caso grave de violência doméstica e familiar contra a mulher foi registrado na madrugada desta quinta-feira (22), no bairro São Bento, em Arapongas, no norte do Paraná. A ocorrência resultou na prisão em flagrante de um homem acusado de agredir fisicamente e ameaçar de morte a própria companheira. A situação, atendida pela Polícia Militar, serve de alerta para que mulheres em situação de violência denunciem e busquem ajuda.
Segundo a PM, a equipe foi acionada via COPOM para atender a ocorrência. No local, a vítima relatou que a agressão teve início após uma discussão motivada por ciúmes. O homem teria acusado a companheira de conversar com outra pessoa e, durante o desentendimento, tomou o celular dela e o arremessou contra o chão, inutilizando o aparelho.
Em seguida, o agressor passou a desferir socos na cabeça da vítima, chutes no abdômen e golpes repetidos com um chinelo, também direcionados à região da cabeça. Após as agressões físicas, ele ainda fez ameaças de morte, afirmando que conseguiria uma arma de fogo para matá-la, o que causou medo intenso e fundado temor pela vida da mulher.
As agressões ocorreram na presença dos três filhos menores do casal. As crianças presenciaram toda a violência e apresentavam forte abalo emocional. De acordo com a polícia, uma das crianças chorava intensamente e tremia, enquanto outra saiu para a rua, com medo de permanecer dentro da residência.
A vítima relatou dores generalizadas, especialmente na cabeça e no abdômen, e foi encaminhada à Unidade de Pronto Atendimento (UPA 24h) para avaliação médica.
Diante da situação de flagrante, da gravidade das agressões e do risco iminente à integridade da vítima, os policiais deram voz de prisão ao suspeito. Foi necessário o uso de algemas devido ao comportamento agressivo apresentado. O homem e a mulher foram encaminhados à Central Regional de Flagrantes para os procedimentos legais.
A vítima solicitou a concessão de Medidas Protetivas de Urgência, conforme prevê a Lei Maria da Penha, incluindo o afastamento imediato do agressor do lar, proibição de aproximação e de qualquer tipo de contato, além de possíveis restrições de visitas aos filhos e encaminhamento para atendimento psicossocial.
O agressor deverá responder, em tese, por crimes previstos na Lei Maria da Penha, além de ameaça, dano ao patrimônio e por submeter crianças a situação de violência, conforme o Código Penal.
Denunciar é um ato de coragem e pode salvar vidas
Casos como este reforçam a importância da denúncia. A violência doméstica, muitas vezes, começa com ameaças e agressões psicológicas e pode evoluir para situações ainda mais graves. A denúncia é fundamental para interromper o ciclo de violência e proteger vítimas e crianças.
Mulheres que sofrem qualquer tipo de violência podem buscar ajuda:
-
Disque 180 – Central de Atendimento à Mulher (funciona 24 horas, gratuitamente)
-
190 – Polícia Militar, em situações de emergência
-
Delegacias da Mulher ou delegacias mais próximas
A denúncia pode ser feita de forma sigilosa. Não se cale. Você não está sozinha.