Dupla é presa suspeita de latrocínio contra idoso de 82 anos em Apucarana

Irmãos foram detidos nos bairros Mathias Hoffman e Parque Bela Vista; outros três integrantes do grupo já haviam morrido em confronto com a Polícia Militar (Foto: Reprodução)

A Polícia Civil de Apucarana prendeu, na terça-feira (26), um homem e uma mulher — irmãos — suspeitos de participação no latrocínio do aposentado Moisés, de 82 anos, ocorrido no dia 25 de fevereiro de 2026, no Jardim Belvedere. O crime chocou a cidade pela violência extrema praticada contra a vítima, que chegou a ser socorrida, mas morreu dias depois no Hospital da Providência.
A operação foi coordenada pela 17ª Subdivisão Policial de Apucarana, com cumprimento de mandados judiciais de prisão e busca e apreensão expedidos pelo Poder Judiciário local, após representação da Polícia Civil. (Veja a entrevista com o Delegado-chefe da 17ª SDP no final da reportagem)

As prisões
Os dois investigados foram localizados em bairros distintos da cidade. No Mathias Hoffman, um dos suspeitos foi detido dentro da própria residência. Já no Parque Bela Vista, a equipe policial precisou realizar campana até a chegada do segundo investigado.
“No Parque Bela Vista foi preciso fazer um trabalho de campana. A equipe aguardou a chegada do investigado e, no momento em que ele apareceu, foi dado cumprimento ao mandado de prisão”, explicou o delegado-chefe Marcos Felipe da Rocha Rodrigues, em coletiva à imprensa.
Durante as buscas, novos materiais foram apreendidos e serão analisados para auxiliar na conclusão do inquérito policial. Pelo menos um dos presos já possui antecedentes criminais.

Versões incompatíveis com as provas
Após a detenção, os dois irmãos foram ouvidos pela Polícia Civil. Segundo o delegado, os relatos apresentados não coincidem com os elementos já reunidos na investigação.
“Eles foram ouvidos e apresentaram versões, porém elas não condizem integralmente com os elementos probatórios que já estão no inquérito. A Polícia Civil vai prosseguir com diligências para concluir a investigação e definir a tipificação adequada da participação de cada um”, afirmou Marcos Felipe.

O crime
De acordo com as investigações, Moisés foi agredido brutalmente pelos autores durante o roubo, com relatos de que a vítima teria levado coronhadas. Ele foi socorrido, mas não resistiu e morreu dias depois no Hospital da Providência.
“A Polícia Civil deu fiel cumprimento às ordens judiciais relacionadas à investigação do crime de latrocínio ocorrido no dia 25 de fevereiro de 2026, que teve como vítima o senhor Moisés, de 82 anos. Na ocasião, ele foi agredido pelos autores, inclusive com relatos de coronhadas. Nós iniciamos e intensificamos as investigações conforme as informações foram chegando”, declarou o delegado.

Conexão com confronto fatal
As investigações revelaram que o mesmo grupo criminoso continuou atuando após a morte do idoso. Em março, integrantes da quadrilha realizaram um novo assalto a uma residência, no qual um casal de idosos foi gravemente agredido. Uma das vítimas precisou ser hospitalizada com suspeita de lesão no baço.
Após esse segundo crime, equipes da Polícia Militar localizaram parte do grupo. O confronto, que envolveu a Agência Local de Inteligência e a Rotam, terminou com três suspeitos mortos e apreensão de armas de fogo.
“Três indivíduos entraram em confronto com a Polícia Militar e vieram a óbito. Mas a Polícia Civil sabia que havia outros envolvidos no latrocínio e seguimos com o trabalho para identificar e responsabilizar todos”, ressaltou o delegado.

Investigações continuam
Os dois presos foram encaminhados à cadeia pública de Apucarana. A Polícia Civil informou que as investigações prosseguem para esclarecer a dinâmica do crime, definir o grau de participação de cada suspeito e identificar se há outros integrantes da organização criminosa ainda em liberdade.

 

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