Em 20 anos, 120 mil pessoas no Brasil morreram devido a ondas de calor

O número é equivalente a 0,6% da mortalidade total no período de 2000 a 2019, sem contar os óbitos por acidente e violência. Além disso, aumentou o risco de internações por doenças respiratórias, renais e gastrointestinais nas épocas de temperaturas mais altas.

Os dados são de um estudo da Fundação Oswaldo Cruz e da Universidade federal da Bahia. O levantamento toma como base informações de quase todas as cidades brasileiras. Somente quatro do total de 5 mil 570 municípios ficaram de fora. Isso ocorreu por incompatibilidades técnicas e administrativas, segundo os pesquisadores.

O estudo aponta uma ligação consistente entre a exposição ao calor extremo e o aumento no número de mortes, principalmente entre idosos, pessoas com doenças respiratórias, mulheres e a população com menor escolaridade.

Os especialistas concluíram que as altas temperaturas aumentam os casos de pneumonia e de insuficiência renal, especialmente entre idosos. No caso das crianças, o risco maior é de gastroenterite, que causa desidratação, devido à falta de qualidade da água e má conservação dos alimentos.

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