A análise – estimativa com base atual, ultrapassa a liderança de mercado da Coca-Cola e revela um cenário de consumo diversificado, onde as marcas mais baratas e populares, conhecidas como “tubaínas”, desempenham um papel fundamental no dia a dia da população local. O consumo de refrigerantes em Apucarana atinge a impressionante marca de aproximadamente 12 milhões de litros por ano. O volume seria suficiente para encher quase cinco piscinas olímpicas, por exemplo.
Com base na população de 130 mil habitantes e no consumo médio nacional de 91,9 litros de refrigerantes por pessoa ao ano, a cidade demonstra um forte apreço pela bebida. Desse total, a Coca-Cola, líder absoluta de mercado, responde por 44% do consumo, o que equivale a aproximadamente 5,2 milhões de litros anuais. No entanto, o restante do mercado, somando 6,8 milhões de litros, é dominado por uma variedade de outras marcas, incluindo gigantes como Guaraná Antarctica e Pepsi, mas principalmente por refrigerantes regionais e de menor custo.
O poder de escolha do consumidor, muitas vezes guiado pelo preço, molda o mercado local. Enquanto a Coca-Cola mantém sua hegemonia, a soma das vendas de outras marcas ultrapassa a da líder, mostrando a força das alternativas mais acessíveis.
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Categoria de refrigerante |
Consumo anual estimado (Litros) |
Consumo / hora estimado (Litros) |
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Total de refrigerantes |
12 milhões | 1.370 |
| Coca-Cola | 5,2 milhões | 593,6 |
| Outras marcas (incl. Tubaínas) | 6,8 milhões | 776,5 |
Essa divisão evidencia que, embora a Coca-Cola seja a marca individual mais consumida, o mercado de refrigerantesem Apucarana é muito mais complexo. As “tubaínas” e outras bebidas de menor preço são parte integrante dos hábitos de consumo, presentes em lares, festas e no comércio local, refletindo a realidade econômica de grande parte da população.
Implicações Sociais e de Saúde
O alto consumo de bebidas açucaradas, independentemente da marca, é uma questão de saúde pública. Especialistas alertam que o consumo excessivo está associado a um maior risco de obesidade, diabetes e outras doenças crônicas. A popularidade dos refrigerantes mais baratos torna a bebida acessível a todas as classes sociais, ampliando o alcance desses impactos.
Do ponto de vista econômico, a resiliência das marcas regionais mostra a força da indústria nacional e a importância da competição. Essas empresas geram empregos e movimentam a economia local, disputando espaço com gigantes multinacionais que investem bilhões em marketing e distribuição no Brasil.
O cenário em Apucarana, portanto, é um microcosmo do mercado brasileiro: um campo de batalha entre a força global da Coca-Cola e a resistência cultural e econômica das marcas populares, que juntas saciam a sede de milhões de pessoas todos os dias.
Da Redação 98FM
Imagem: Ilustrativa