Estados Unidos interceptam petroleiro russo com vínculos à Venezuela após semanas de perseguição no Atlântico

Estados Unidos apreendem navio com a bandeira da Rússia Reprodução: X/@US_EUCOM

Os Estados Unidos anunciaram a apreensão de um petroleiro de bandeira russa ligado à Venezuela, após um rastreamento de mais de duas semanas no Oceano Atlântico Norte, em uma operação coordenada por autoridades americanas.

A embarcação, originalmente registrada como Bella 1, havia sido alvo de sanções dos EUA em 2024 por operar dentro de uma chamada “frota sombra” de navios‑tanque envolvidos no transporte de petróleo considerado ilícito sob a ótica americana.

Segundo o Comando Europeu dos EUA, a ação desta quarta-feira (7) ocorreu após monitoramento contínuo da embarcação, que vinha sendo acompanhada pela Guarda Costeira dos Estados Unidos e apoiada por outras forças americanas. A apreensão seguiu um mandado emitido por um tribunal federal norte‑americano.

A tentativa inicial de abordar o navio havia ocorrido no mês passado, perto da Venezuela, mas a embarcação conseguiu escapar da abordagem e seguir rumo ao nordeste do Atlântico. Aeronaves de vigilância dos EUA, incluindo modelos P‑8, foram deslocadas para acompanhar a movimentação do petroleiro por vários dias enquanto ele navegava próximo à costa do Reino Unido e da Islândia.

Durante a perseguição, a tripulação trocou o nome da embarcação para Marinera e registrou o navio sob bandeira russa. A própria tripulação chegou a pintar uma bandeira da Rússia no casco e as autoridades russas registraram oficialmente o petroleiro como de sua jurisdição. Moscou até apresentou pedidos diplomáticos para que os EUA cessassem a perseguição, alegando proteção sob bandeira estatal.

Contudo, o governo norte‑americano — que não reconhece o novo registro da embarcação — classificou o navio como “apatrida” do ponto de vista legal e prosseguiu com a operação.

A ação reforça a política dos Estados Unidos de bloquear petroleiros sancionados que tentem entrar ou sair da Venezuela, parte dos esforços para pressionar regimes acusados de burlar sanções e manter atividades contrárias aos interesses americanos. A apreensão do petroleiro acontece em meio a um aumento de tensões geopolíticas, incluindo a operação dos EUA em Caracas que resultou na captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro na última semana.

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