O governo dos Estados Unidos emitiu nesta terça-feira (19) um alerta máximo de viagem para três países africanos em razão do avanço de um surto de Ebola. O Departamento de Estado norte-americano recomendou que cidadãos americanos evitem viagens para a República Democrática do Congo, Uganda e Sudão do Sul.
O comunicado classifica os destinos em “nível 4”, categoria reservada para situações de alto risco à vida. Segundo as autoridades americanas, esse nível indica que o governo pode ter capacidade extremamente limitada para prestar assistência emergencial aos cidadãos no exterior.
Além disso, o Departamento de Estado orientou que viagens para Ruanda sejam reconsideradas, mantendo o país em alerta de nível 3.
Surto já soma mortes e centenas de casos suspeitos
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou estar “preocupado” com o avanço da doença na República Democrática do Congo, onde já foram registradas 131 mortes confirmadas relacionadas ao surto.
De acordo com autoridades de saúde, o número de casos suspeitos se aproxima de 400.
A medida adotada pelo governo americano ocorreu após relatos de exposição de cidadãos dos EUA ao vírus. Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) confirmaram que um americano testou positivo para Ebola após contato com pessoas infectadas na região afetada.
Segundo o Departamento de Estado, o governo trabalha em conjunto com as autoridades sanitárias para repatriar cidadãos americanos afetados pelo surto.
Apesar da preocupação, Trump ressaltou que, até o momento, os casos permanecem concentrados no continente africano.
OMS declara emergência internacional
Diante do avanço da doença, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou emergência internacional de saúde pública. A entidade convocou uma reunião de emergência para discutir medidas de contenção e monitoramento da disseminação do vírus.
Mesmo classificando a situação como grave, a OMS informou que o cenário ainda não atende aos critérios necessários para ser considerado uma pandemia.
Uganda também confirmou dois casos da doença e uma morte relacionada ao vírus.
EUA reforçam controle sanitário
Autoridades americanas informaram que pelo menos seis cidadãos dos Estados Unidos foram expostos ao vírus durante o surto na República Democrática do Congo, região marcada por conflitos armados. Um dos pacientes apresenta sintomas compatíveis com a doença.
Embora o risco de disseminação nos EUA seja considerado relativamente baixo, o governo anunciou medidas adicionais de controle sanitário. Entre elas estão o monitoramento de viajantes e restrições de entrada para pessoas que estiveram recentemente em Uganda, Congo ou Sudão do Sul.
O que é o Ebola
O Ebola é uma doença grave transmitida pelo contato direto com fluidos corporais de pessoas infectadas.
Os sintomas iniciais incluem febre, fadiga, dores musculares, dor de cabeça e dor de garganta. Em casos mais graves, a doença pode evoluir para vômitos, diarreia, dores abdominais e hemorragias internas e externas.
O atual surto é provocado pela cepa Bundibugyo, para a qual ainda não existem vacinas ou medicamentos específicos. A taxa de mortalidade estimada varia entre 25% e 40%.
Histórico da doença
O maior surto de Ebola já registrado ocorreu entre 2014 e 2016, na África Ocidental, quando mais de 28,6 mil pessoas foram infectadas.
A OMS recomendou que os países com casos confirmados adotem triagens em fronteiras e reforcem o monitoramento sanitário para tentar impedir a propagação do vírus.
Da Redação 98 FM News/Com informações da CBN