A Prefeitura de Apucarana ampliou nesta sexta-feira (02/10) a mobilização de equipes, máquinas e caminhões para acelerar a limpeza da cidade após o temporal que deixou um rastro de destruição em todo o município. Com apoio de 15 militares do 30º Batalhão de Infantaria Mecanizado (BIMec), os trabalhos começaram pela região da UPA e do Colégio São José e avançam para outros pontos atingidos. A força-tarefa prioriza locais de maior circulação e áreas que ainda podem apresentar riscos à população, dando continuidade à operação iniciada logo após a tempestade.
O prefeito Rodolfo Mota, que esteve nas ruas desde a noite da tempestade, acompanhando e ajudando no atendimento à população, destacou que a Prefeitura mantém equipes mobilizadas em diferentes frentes. “Depois da distribuição de lonas e telhas, além da desobstrução de vias e acessos, a administração concentra agora esforços na limpeza, zeladoria e recuperação dos espaços atingidos”, afirmou.
Rodolfo Mota também ressaltou a necessidade de manter a mobilização durante o processo de recuperação da cidade. “São centenas de árvores que caíram, grande volume de resíduos e danos espalhados por diferentes regiões do município. Estamos avançando por prioridades, eliminando situações de risco e recuperando gradativamente a normalidade da cidade”, acrescentou.
O secretário municipal de Serviços Públicos, Wendel Metta, explica como a estrutura da Secretaria foi organizada para atender ao aumento da demanda provocado pelo temporal. “Os trabalhos estão concentrados inicialmente nos pontos mais críticos, especialmente locais de passagem de pedestres e de maior movimento. Pela dimensão dos estragos, a limpeza levará tempo, mas a Secretaria permanecerá mobilizada até que esse serviço seja concluído e a cidade esteja novamente em ordem”, afirmou.
Mais de 1,1 mil solicitações de recolhimento
Menos de cinco dias após a criação do serviço emergencial para a retirada de resíduos gerados pelo temporal, a Prefeitura já registrou mais de 1.100 solicitações para recolhimento de telhas, vidros, móveis e outros materiais, além de situações que ainda não foram formalizadas. Segundo Wendel, os estragos provocados pela tempestade ampliaram uma demanda que já faz parte da rotina da Secretaria de Serviços Públicos. “A retirada de galhos e de materiais inservíveis já representa, normalmente, duas das maiores demandas da pasta, e os danos provocados pela tempestade tornaram o trabalho ainda mais complexo”, afirmou.
A Prefeitura mantém o trabalho contínuo de limpeza e desobstrução de bueiros e galerias pluviais. Mas, diante da previsão de novas chuvas, a população também pode ajudar na recuperação da cidade, limpando as calçadas e reunindo pequenos galhos, folhas e outros resíduos em sacos, que devem ser deixados sobre a própria calçada, sem prejudicar a passagem de pedestres. Esse material será posteriormente recolhido pela equipe terceirizada responsável pela coleta de lixo. A medida ajuda a liberar as equipes municipais para o trabalho de retirada de árvores, galhos e materiais maiores, que exigem máquinas e equipamentos específicos.
Wendel reforça ainda que é preciso cuidado para que folhas e pequenos resíduos não parem sobre as grades dos bueiros. A orientação é preventiva, já que o acúmulo de materiais pode dificultar a entrada da água da chuva, mesmo quando a tubulação está desobstruída. “É uma colaboração simples que ajuda o trabalho das equipes e contribui para que a água tenha passagem livre durante as chuvas”, explicou.
Mais de mil árvores foram derrubadas pelo temporal em Apucarana, aponta estimativa
A retirada de árvores continua tanto na área urbana quanto na zona rural. O secretário municipal de Meio Ambiente, Leandro Gustavo Pires, explica que as equipes estão seguindo uma ordem de prioridade, começando pelas situações que representavam risco imediato ou impediam a circulação. “A operação começou logo após o temporal, inicialmente com a retirada de árvores que bloqueavam ruas ou haviam caído sobre casas, estabelecimentos comerciais e escolas”, afirmou.
Agora, as equipes também atuam preventivamente sobre árvores que ficaram muito inclinadas ou que apresentam risco para imóveis e redes de serviços. A estimativa é de aproximadamente 300 árvores derrubadas somente no perímetro urbano. Considerando também a zona rural e áreas de mata, a estimativa é de que mais de mil árvores tenham sido derrubadas, número que ainda depende de levantamento detalhado.
No Parque da Raposa, a queda de árvores abriu clareiras na mata. Na região conhecida como Boscardim, nas proximidades da Vila Reis, cerca de 60 árvores caíram em apenas uma via rural e interromperam o tráfego. Leandro reforça que a limpeza ainda demandará tempo e que a população pode ajudar a acelerar os trabalhos, principalmente com o recolhimento e ensacamento de pequenos galhos e folhas. “Para materiais maiores, que exigem motosserras, máquinas e equipes especializadas, a Prefeitura continuará avançando por diferentes frentes até completar a limpeza das áreas atingidas”, afirmou.