O ano financeiro de Apucarana começou com sinais positivos vindos de Brasília. O primeiro repasse do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), creditado na última semana no valor de R$ 3.220.990,28 registrou um crescimento nominal de 7,5% em comparação ao mesmo período de 2025. O desempenho reflete a boa performance da arrecadação federal de Imposto de Renda e IPI no encerramento do último trimestre.
Projeções para o ano
Se a tendência de crescimento se mantiver conforme o projetado pela Confederação Nacional de Municípios (CNM) e pelo Tesouro Nacional, Apucarana deve fechar 2026 com uma arrecadação bruta de FPM superior a R$ 115 milhões. Em 2025, o montante total girou em torno de R$ 110 milhões. A média mensal de repasses brutos para o município deve saltar para a casa dos R$ 9,9 milhões, um incremento importante para o custeio de serviços básicos e pagamento de folha.
O Desafio do Valor Líquido
Apesar dos números otimistas no montante bruto, o cenário para o prefeito de Apucarana exige cautela. O município enfrenta um histórico de sequestros de receita e parcelamentos de dívidas com a União, especialmente ligadas ao INSS e precatórios. “O aumento no repasse bruto é uma excelente notícia para o planejamento de obras, mas o que realmente importa para a gestão é o valor líquido, descontadas as retenções automáticas do Fundeb, Saúde e os abatimentos de dívidas federais”, explicam consultores em gestão pública.
Datas-Chave em 2026
Para este ano, a gestão municipal conta ainda com os “repasses extras” que ocorrem tradicionalmente:
Julho: Repasse extra de 1%.
Setembro: Repasse extra de 0,25% (conforme emenda constitucional).
Dezembro: Repasse de 1% para auxiliar no pagamento do 13º salário.
O que é o FPM
O Fundo de Participação dos Municípios é a principal fonte de receita para a maioria das cidades brasileiras. Ele é composto por 22,5% da arrecadação do Imposto de Renda (IR) e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). A distribuição é feita mensalmente em três parcelas (decêndios).
Da Redação 98FM