Laura Fernández, da direita, é eleita presidente da Costa Rica

Candidata governista de direita vence eleição presidencial na Costa Rica no primeiro turno, com ampla vantagem (Reprodução/X)

candidata de direita Laura Fernández, de 39 anos, venceu neste domingo (1°/2) a eleição presidencial da Costa Rica no primeiro turno, com ampla vantagem, após uma campanha na qual se apresentou como a herdeira política do atual presidente, Rodrigo Chaves, e prometeu uma postura firme contra o crime e a insegurança, as principais preocupações da população.

Com 94% das urnas apuradas, a candidata do Partido Soberano do Povo obteve 48,3% dos votos, à frente do social-democrata Álvaro Ramos, candidato do Partido da Libertação Nacional (PLN), com 33,3%.

Cientista política e especialista em políticas públicas e governança democrática, Fernández tornou-se a segunda mulher a se eleger presidente na história da Costa Rica, depois de Laura Chinchilla, do PLN, que governou o país de 2010 a 2014.

Fernández se declarou vencedora

“Desde o primeiro dia, vocês confiaram em mim, acreditaram em mim, souberam valorizar meus méritos e me deram a confiança necessária para ser a presidente eleita da Costa Rica hoje”, disse ela ao presidente Rodrigo Chaves em um telefonema televisionado.

Ela também discursou na capital, São José, perante centenas de apoiadores. “Cabe-nos a nós construir a terceira república. O mandato que me foi conferido pelo povo soberano é claro: a mudança será profunda e irreversível“, declarou Fernández.

Na Costa Rica, as mudanças políticas que surgiram após a guerra civil de 1948, como a abolição das Forças Armadas e a elaboração de uma nova Constituição, são conhecidas como Segunda República.

Fernández, que assumirá o cargo em 8 de maio, não especificou as mudanças que pretende implementar na “Terceira República”, mas, durante a campanha, prometeu reformar o sistema judicial e outras instituições estatais.

Ramos reconheceu a derrota e prometeu liderar uma “oposição construtiva”. “Que Deus lhe dê sabedoria. Nós a apoiaremos quando suas decisões forem para o bem do país”, disse o economista de 42 anos num breve discurso aos seus apoiadores.

A presidente do Tribunal Supremo Eleitoral (TSE), Eugenia Zamora, disse que as eleições foram “exemplares, livres e autênticas” e honraram “a mais nobre tradição costarriquenha”.

“Herdeira” do presidente Chávez

Fernández, que foi ministra da Presidência e ministra do Planejamento no atual governo, proclamou-se herdeira política do presidente Rodrigo Chaves e responsável por dar continuidade às suas iniciativas.

A segurança pública e a expansão do narcotráfico foram os temas centrais da campanha da candidata, por serem vistos pela população como o principal problema do país. Em resposta, Fernández propôs a decretação de estado de emergência em zonas de conflito.

Fernández propõe copiar as estratégias do presidente de El Salvador, Nayib Bukele, contra as gangues e reformar os poderes do Estado, o que seus oponentes denunciam como um plano para consolidar o poder absoluto, à semelhança do presidente salvadorenho. Bukele parabenizou Fernández por telefone.

A vitória de Fernández fortalece a direita na América Latina, após as recentes vitórias no Chile, na Bolívia e em Honduras.

A Costa Rica, considerada um dos países mais estáveis e de melhor qualidade de vida da América Latina, também elegeu 57 parlamentares neste domingo.

Após a divulgação dos primeiros resultados, milhares de apoiadores de Fernández se reuniram em locais públicos para celebrar sua confortável vantagem.

OUÇA AO VIVO
publicação legal

Agora disponibilizamos neste espaço, PUBLICAÇÕES LEGAIS, para que órgãos mucipais, estaduais, federais e privados publique seus documentos.