Os estragos provocados pelo forte temporal de vento e granizo que atingiu Apucarana nos últimos dias já ultrapassam os R$ 13 milhões em prejuízos na cidade, de acordo com relatórios preliminares divulgados pela Prefeitura Municipal, Defesa Civil e entidades de classe. Os levantamentos oficiais somam as perdas registradas no setor produtivo, em imóveis residenciais e na infraestrutura de prédios públicos.
O maior impacto financeiro apurado até o momento concentrou-se no setor de comércio, indústria e serviços, que contabilizou mais de R$ 7,2 milhões em estragos. O levantamento foi realizado pela Secretaria Municipal de Indústria, Comércio e Serviços em parceria com a Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Apucarana (ACIA), o Sindicato das Indústrias do Vestuário (SIVALE) e o Sindicato do Comércio Varejista (SIVANA). O montante reflete danos em galpões e instalações fabris, destruição de estoques, estragos em telhados e a paralisação temporária das atividades de dezenas de estabelecimentos.
Nas áreas residenciais, o balanço parcial da Defesa Civil e da Secretaria de Obras aponta R$ 3,72 milhões em prejuízos diretos a moradias de particulares. Nos dois primeiros dias de atendimento presencial, foram cadastrados formalmente 1.961 imóveis atingidos. Contudo, estimativas técnicas da Defesa Civil sinalizam que o número total de moradias afetadas por destelhamentos e queda de energia deve chegar a aproximadamente 5 mil residências. As regiões com maior volume de perdas até o momento são os bairros Jardim Ponta Grossa (com 734 imóveis atingidos e R$ 1,41 milhão em danos) e o agrupamento do Jardim Trabalhista (com 389 imóveis e R$ 750,9 mil em prejuízos).
Já a avaliação sobre os prédios públicos do município indica um custo de recuperação estimado em R$ 2,14 milhões, divididos entre danos estruturais e perda de equipamentos ou materiais. O setor educacional foi o mais impactado da rede pública, representando 80,3% desse valor, com R$ 1,72 milhão em estragos em escolas e Centro Municipais de Educação Infantil (CMEIs). Os casos mais graves foram registrados no CMEI Benedito Leugi, no Núcleo João Paulo (R$ 641 mil em estragos na cobertura e equipamentos), e na Escola Municipal Professora Idalice Moreira Prates, no Parque Bela Vista (R$ 226 mil em destelhamento e perda de mobília). Unidades de saúde, espaços esportivos e prédios da assistência social também sofreram avarias.
Todos os dados coletados nos relatórios técnicos pelas secretarias municipais e instituições parceiras estão sendo encaminhados à Defesa Civil para instruir os processos de homologação do estado de emergência decretado no município. As informações oficiais servirão de base para fundamentar os planos de aplicação de recursos da prefeitura e solicitar repasses financeiros junto às esferas estadual e federal para a reconstrução das áreas atingidas.
Com informações da Prefeitura de Apucarana