Reeleição repercute internacionalmente, enquanto oposição anuncia que buscará anulação do pleito
Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito presidente da República neste domingo (25), com aproximadamente 51,8% dos votos válidos, superando Flávio Bolsonaro (PL) por cerca de 4,4 milhões de votos. A vitória, entretanto, foi acompanhada de uma controvérsia jurídica sobre a prorrogação da votação.
O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que não integra o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou a ampliação do horário até as 19h, após denúncias de dificuldades no transporte de eleitores. Como diversas urnas já estavam encerradas, a medida provocou questionamentos sobre a igualdade de condições entre os votantes.
Posteriormente, o TSE limitou a prorrogação às seções ainda abertas. Ambas as campanhas haviam solicitado extensão do horário, embora com abrangências diferentes
Derrotado, Flávio Bolsonaro declarou que não reconhece o resultado e anunciou que buscará judicialmente a anulação da eleição, alegando quebra de isonomia. O TSE, porém, confirmou a vitória de Lula.
Internacionalmente, a eleição ganhou destaque na imprensa. Líderes como Claudia Sheinbaum, do México, e Mark Carney, do Canadá, parabenizaram Lula. Nos Estados Unidos, Donald Trump Jr. criticou a prorrogação, enquanto Bernie Sanders celebrou a reeleição.
A disputa jurídica poderá prosseguir, mas, até o momento, o resultado oficial permanece válido.