Mendonça assume caso Master e INSS com perfil de rigor e confronto no STF

A redistribuição da relatoria do caso envolvendo o Banco Master no Supremo Tribunal Federal (STF) alterou drasticamente o cenário para os envolvidos. A chegada do ministro André Mendonça ao processo é vista nos bastidores como o desdobramento mais temido por figuras centrais da Corte e pelo sistema financeiro, sinalizando uma fase de maior austeridade e possíveis medidas gravosas.

O papel de Mendonça nesta nova etapa é definido pelo seu histórico de “juiz duríssimo” em investigações de colarinho branco. O parâmetro imediato para a sua atuação no caso Master é a condução que o magistrado tem dado às investigações sobre fraudes no INSS. Naquela frente, Mendonça tem mantido prisões preventivas de articuladores influentes e demonstrado uma estratégia clara de utilizar o rigor processual para incentivar delações premiadas.

No caso do Banco Master, a expectativa é que o ministro não hesite em adotar postura semelhante. Interlocutores indicam que ele poderá buscar colaborações que alcancem figuras do entorno político e empresarial, sem descartar o retorno de executivos à prisão caso entenda necessário para o bom andamento das investigações. Além do aspeto técnico, a atuação de Mendonça ganha relevo pela sua independência em relação a outros ministros, como Dias Toffoli e Alexandre de Moraes.

Com um histórico recente de embates públicos sobre ativismo judicial, Mendonça sinaliza que a sua relatoria será marcada por um distanciamento crítico, sem blindagens institucionais para relações pessoais ou familiares que possam surgir no fluxo dos depoimentos. O seu papel, portanto, consolida-se como o de um relator de ofensiva, disposto a aprofundar o escrutínio sobre o poder financeiro e as suas ramificações em Brasília.

Biografia básica do novo “Super Ministro”

André Mendonça (Santos, 1972), possui doutorado pela Universidade de Salamanca e formação em Teologia. Mendonça foi advogado da BR Distribuidora de 1997 até 2000, quando ingressou na carreira de advogado da União. Nessa função, começou como procurador-seccional da União em Londrina, passou ao cargo de vice-diretor da Escola do órgão, foi coordenador de Medidas Disciplinares e chegou ao cargo de corregedor-geral.

Durante o governo Jair Bolsonaro, ocupou postos-chave como Ministro da Justiça e Segurança Pública e Advogado-Geral da União. Indicado ao Supremo em 2021, assumiu a vaga em dezembro daquele ano. No campo religioso, atuou como pastor em Brasília de forma não remunerada, conciliando a fé com a carreira jurídica e docente.

Da Redação 98FM

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