Mulher é presa suspeita de dar apoio a quadrilha após assalto de R$ 20 mil em Apucarana

O automóvel, um Citroën C4 Pallas de cor escura, foi abandonado na Rua Ponta Grossa, na região central de Apucarana (Foto: Reprodução)
Investigação aponta participação de ao menos seis pessoas no crime; suspeita confessou ter transportado os assaltantes por R$ 1 mil, segundo a Polícia Civil

 

Uma mulher foi presa em flagrante em Arapongas, no norte do Paraná, suspeita de participar do roubo a uma empresa em Apucarana que causou prejuízo estimado em R$ 20 mil. O crime aconteceu na manhã de segunda-feira (11), em um estabelecimento localizado na Rua das Nações, nas proximidades do Country Club. Segundo a Polícia Civil, ela teria sido responsável pelo transporte dos criminosos após a ação.

As informações foram divulgadas nesta terça-feira (12) pelo delegado da 17ª Subdivisão Policial (SDP) de Apucarana, Victor Hugo Torres. Conforme a investigação, pelo menos seis pessoas participaram do esquema criminoso.

Proprietário foi rendido e amarrado

De acordo com a polícia, três homens armados invadiram a empresa, renderam o proprietário e o mantiveram amarrado e vendado enquanto recolhiam os produtos do local.

Entre os itens levados estavam celulares, tablets, perfumes, equipamentos eletrônicos e um aspirador robô. O prejuízo foi estimado em cerca de R$ 20 mil.

Segundo o delegado, um dos suspeitos se apresentou falsamente como policial militar antes de anunciar o assalto.

“A vítima foi rendida mediante grave ameaça com o emprego de arma de fogo”, afirmou Victor Hugo Torres durante coletiva de imprensa.

A ação criminosa durou cerca de 10 minutos.

Carro apresentou pane durante a fuga

As investigações avançaram após um dos veículos utilizados na fuga apresentar problemas mecânicos. O automóvel, um Citroën C4 Pallas de cor escura, foi abandonado na Rua Ponta Grossa, na região central de Apucarana.

Imagens de câmeras de segurança ajudaram as equipes da Polícia Civil e da Polícia Militar a reconstruírem o trajeto dos suspeitos.

Segundo o delegado, os criminosos fizeram o transbordo dos objetos roubados para um segundo veículo que dava apoio à quadrilha.

“Durante a fuga, um dos carros apresentou defeito mecânico. Todo o material roubado foi transferido para outro veículo que acompanhava a ação criminosa”, explicou.

Testemunhas relataram que três homens deixaram o carro abandonado e fugiram a pé. Um deles possuía tatuagens no rosto, incluindo desenhos de uma gota e de uma cruz.

Suspeita confessou transporte dos criminosos

A Polícia Militar identificou o proprietário de um dos veículos usados no crime. Em depoimento, ele informou que havia emprestado o automóvel para uma mulher moradora de Arapongas.

Ela foi localizada, presa e encaminhada à Central de Flagrantes. Conforme a Polícia Civil, a suspeita confessou participação na logística da fuga.

“Ela admitiu que aceitou fazer o transporte dos criminosos pelo valor de R$ 1 mil utilizando um veículo emprestado”, disse o delegado.

A mulher foi autuada por roubo majorado pelo uso de arma de fogo e concurso de agentes.

Parte dos objetos roubados foi recuperada

Pouco depois do assalto, a vítima conseguiu rastrear um dos celulares levados pelos criminosos por meio de um aplicativo. O aparelho foi encontrado abandonado em uma rua próxima ao Posto Fama.

Já no veículo deixado pelos suspeitos, peritos localizaram um tablet, uma peça de computador e um perfume escondidos embaixo do banco do passageiro.

O carro e os objetos recuperados foram apreendidos e encaminhados à delegacia.

Polícia apura possível informação privilegiada

A Polícia Civil informou que o caso ainda está em fase inicial de investigação. Impressões digitais foram coletadas tanto no local do crime quanto no carro abandonado para auxiliar na identificação dos demais envolvidos.

Segundo o delegado Victor Hugo Torres, a polícia não descarta a possibilidade de os criminosos terem recebido informações privilegiadas sobre a movimentação e os produtos armazenados na empresa.

“Nenhuma hipótese foi descartada até o momento. Chama a atenção o conhecimento detalhado que os criminosos tinham sobre o local e os materiais existentes ali”, afirmou.

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