Após quase um mês de luta pela vida, a apucaranense Franciele Samara Galvão, de 40 anos, morreu nesta segunda-feira (19) no Hospital Norte Paranaense (Honpar), em Arapongas. Ela estava internada em estado gravíssimo desde o dia 27 de dezembro de 2025, quando foi vítima de uma violenta agressão em via pública.
Franciele foi encontrada desacordada nas proximidades da Igreja Santo Antônio, com sinais evidentes de estrangulamento. Socorristas do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) constataram que a vítima havia sofrido uma parada cardiorrespiratória, conseguindo reanimá-la ainda no local. Diante da gravidade, ela foi levada ao hospital, onde permaneceu sedada, entubada e internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
Desde então, o quadro clínico se manteve instável. Durante o período de internação, Franciele sofreu uma segunda parada cardiorrespiratória. Segundo familiares, no último sábado (17), ela chegou a abrir os olhos durante uma visita, momento que se tornou a última resposta da vítima antes do óbito.
Prisão e investigação
Logo após a agressão, testemunhas ajudaram a identificar o suspeito, descrito como um homem em situação de rua. Ele foi localizado e preso ainda no mesmo dia por equipes da Guarda Municipal e da Polícia Militar de Arapongas. Durante a abordagem, o homem confessou o crime e foi encaminhado à delegacia.
De acordo com as forças de segurança, o acusado possui antecedentes criminais e havia deixado recentemente uma unidade prisional no estado de São Paulo. Inicialmente tratado como tentativa de feminicídio, o caso agora passa a ser investigado como feminicídio consumado, em razão da morte da vítima. A Polícia Civil segue com as apurações para esclarecer todas as circunstâncias do crime.
O corpo de Franciele foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Apucarana para os procedimentos legais.
Família contesta versão de situação de rua
Familiares afirmam que Franciele não vivia em situação de rua, como chegou a ser divulgado. Segundo a irmã, ela era moradora do Jardim Colonial, em Apucarana, e as circunstâncias que a levaram até o local da agressão ainda não foram esclarecidas.
“Nós ainda estamos tentando entender o que aconteceu. Ela não morava na rua. Como foi parar lá e quem são as pessoas envolvidas, tudo isso ainda é um mistério para a nossa família”, relatou.
Franciele era a mais nova de três irmãs e deixa uma filha de 19 anos, que possui necessidades especiais. A jovem está atualmente sob os cuidados do pai.
Velório e sepultamento
O velório acontece na Capela Mortuária Central de Apucarana. O sepultamento está marcado para as 15h desta terça-feira (20), no Cemitério Cristo Rei, também em Apucarana.