“Operação Fundo Falso” cumpre 6 mandados de prisão temporária e 7 de busca e apreensão em Ibiporã; grupo é investigado por estelionato e associação criminosa
A Polícia Civil do Paraná, por meio da Delegacia de Polícia de Ibiporã, deflagrou nesta data a Operação Fundo Falso. A ação cumpre medidas cautelares contra um grupo investigado pelos crimes de estelionato mediante fraude eletrônica e associação criminosa.
Como funcionava o golpe
De acordo com as investigações, o grupo abordava trabalhadores com a promessa de liberar valores do FGTS, antecipar recursos ou migrar empréstimos para uma modalidade supostamente mais vantajosa, sem descontos no salário.
As vítimas eram induzidas a acessar links enviados pelos suspeitos, realizar reconhecimento facial e assinar documentos eletrônicos, acreditando estar autorizando apenas procedimentos relacionados ao FGTS.
Na prática, porém, essas ações resultavam na contratação de empréstimos consignados em nome das próprias vítimas. Assim que o valor caía na conta, os golpistas orientavam que parte do dinheiro fosse repassada a contas indicadas por eles, sob a justificativa de que isso seria necessário para concluir a operação.
Somente depois, ao conferir contracheques ou extratos bancários, as vítimas descobriam que haviam contratado um empréstimo com descontos mensais no salário — e que o dinheiro transferido aos suspeitos não seria devolvido.
Mandados cumpridos
A Justiça deferiu 6 mandados de prisão temporária e 7 mandados de busca e apreensão, considerados necessários para o avanço das investigações.
A Polícia Civil esclarece que as prisões têm caráter exclusivamente investigativo, permitindo interrogatórios, acareações e análise do material apreendido, com o objetivo de identificar o grau de participação de cada envolvido.
Investigações continuam
Segundo a corporação, as apurações prosseguem e novas informações poderão ser divulgadas, desde que não comprometam o andamento da persecução penal.