O prefeito de Arapongas, Rafael Cita, pediu à Secretaria de Educação que prepare um estudo sobre a possibilidade de ampliar o serviço de monitoramento nos Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs) e nas escolas municipais. A demanda, que já vinha sendo mencionada anteriormente, tornou-se ainda mais relevante depois do episódio, amplamente repercutido, da professora acusada de ministrar doses de Rivotril a crianças de um CMEI. Ela foi imediatamente afastada das funções e o caso está sendo objeto de um inquérito policial.
O secretário municipal de Educação, Lino Batista de Oliveira, detalha como será o andamento do processo. “Já temos o serviço de monitoramento no espaço externo dos CMEIs e também no pátio interno. São monitorados, por exemplo, outros espaços, como o refeitório das crianças. Agora trata-se de um estudo para ampliação desse monitoramento. Para isso, a pedido do prefeito Rafael Cita, entramos em contato com a Secretaria de Segurança Pública e Trânsito, pedindo um estudo e um orçamento para termos ideia de quanto custaria”, comentou o secretário.
Segundo ele, a ideia é levantar a viabilidade econômica. Depois fazer também um estudo sobre a viabilidade jurídica, porque existem questões judiciais, como os questionamentos sobre a instalação de câmeras nas salas de aulas. “São questionamentos levantados pelos próprios professores, porque isso feriria a liberdade de cátedra do professor”, detalha.
O secretário prossegue afirmando que, vencidas essas etapas, a equipe da Educação vai se reunir com os pais, professores e os funcionários dos CMEIS para verificar se aprovam ou não a instalação de câmeras. “É um processo. Não é que vai se instalar já. Nós estamos abrindo um diálogo e um estudo de viabilidade se seria possível ou não ampliarmos o processo de monitoramento nos CMEIs”, finaliza.
Com Prefeitura Municipal de Arapongas