Nesta quarta-feira (04), o mundo aborda o assunto “obesidade”, como o dia de conscientização sobre o problema. Nesse contexto, de acordo com dados oficiais atualizados, Apucarana enfrenta um desafio silencioso, mas de proporções alarmantes: o avanço da obesidade. Segundo o levantamento mais recente baseado nos dados do Ministério da Saúde e cruzamento com as estimativas populacionais de 2025/2026, a “Cidade Alta” acompanha a tendência nacional de crescimento nos índices de massa corporal (IMC) elevado, com um impacto direto na rede pública de saúde.
Os números em Apucarana
De acordo com os registros do SISVAN, que monitora os pacientes atendidos pela Atenção Primária à Saúde (APS) no município, o cenário é de alerta em todas as faixas etárias:
Adultos: Estima-se que cerca de 35% a 38% dos adultos acompanhados pelo SUS em Apucarana apresentem quadro clínico de obesidade. Quando somado ao grupo com sobrepeso, o índice ultrapassa os 60%.
Público Infantil: A preocupação é ainda maior com as novas gerações. Dados regionais indicam que aproximadamente 15% das crianças entre 5 e 9 anos já são consideradas obesas, e cerca de 30% apresentam excesso de peso para a idade.
Estimativa Populacional: Considerando a população atual de Apucarana (estimada em 134.910 habitantes pelo IBGE), teríamos aproximadamente 35 mil a 40 mil adultos convivendo com a obesidade no município.
Apucarana acima da média estadual e nacional
O cenário local preocupa especialistas por estar ligeiramente acima das médias geográficas maiores. Enquanto o Brasil registra uma média de 34% de obesidade entre adultos, e o Paraná apresenta cerca de 36%, Apucarana chega a tocar os 38% em recortes específicos do SISVAN.
Essa diferença, embora pareça pequena em porcentagem, representa milhares de pessoas a mais pressionando o sistema público de saúde local em busca de tratamento para doenças associadas.
O reflexo no sistema de Saúde
A obesidade não é apenas uma questão estética, mas a porta de entrada para doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs). Em Apucarana, o aumento desses índices reflete diretamente na procura por tratamento de hipertensão arterial e diabetes tipo 2 nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs).
Especialistas alertam que o consumo crescente de alimentos ultraprocessados e o sedentarismo são os principais vilões. “Estamos vendo um aumento expressivo no número de adolescentes com obesidade, o que projeta uma geração futura com riscos cardíacos precoces”, afirmam técnicos da saúde regional.
O Desafio da Mudança: O que está sendo feito?
O município tem buscado combater o problema através de programas como o Saúde na Escola e o incentivo à prática de atividades físicas nos complexos esportivos da cidade, como o Lagoão e o Complexo do Jaboti. No entanto, o desafio permanece na conscientização familiar e na mudança do padrão alimentar. Autoridades de saúde reforçam que o tratamento da obesidade em Apucarana é multidisciplinar, contando com:
Acompanhamento nutricional nas UBSs;
Grupos de caminhada orientada;
Educação alimentar desde a primeira infância.
A orientação para o cidadão apucaranense que se encontra acima do peso é procurar a Unidade Básica de Saúde mais próxima para iniciar o acompanhamento preventivo, evitando que a obesidade se transforme em complicações mais graves no futuro.
Da Redação 98FM