Caso aconteceu no Campo do Zé Rico, depois de uma expulsão; em setembro, outro árbitro foi atacado por três jogadores na cidade
A violência contra árbitros voltou a se repetir no futebol amador de Apucarana. Na tarde deste domingo (11), um árbitro levou um soco no rosto e foi ameaçado de morte por um jogador durante uma partida do campeonato municipal amador, no Campo do Zé Rico, no Jardim Residencial Franca. É o segundo caso de agressão a árbitro registrado pela Polícia Militar na cidade em pouco mais de três semanas.
Segundo o relato da vítima aos policiais, a confusão começou aos 20 minutos do primeiro tempo. O árbitro marcou uma falta e mostrou o cartão amarelo ao atleta, que reagiu beliscando o rosto do juiz e pisando no pé dele.
Diante da atitude, o árbitro aplicou o segundo amarelo e expulsou o jogador. Inconformado, o atleta deu um soco no rosto do árbitro, passou a ofendê-lo e ameaçou dar um tiro na cara dele.
A agressão só foi interrompida quando jogadores das duas equipes e pessoas que acompanhavam o jogo intervieram e retiraram o agressor do gramado. Ele fugiu antes da chegada da viatura.
O soco provocou um corte na parte interna da boca do árbitro. A PM registrou o boletim de ocorrência e orientou a vítima sobre as medidas que podem ser tomadas contra o agressor na delegacia.
Casos se repetem
O episódio deste domingo lembra outro, registrado no sábado, 19 de setembro, também depois de uma expulsão. Naquela tarde, um árbitro de 26 anos foi atacado com socos e chutes por três jogadores durante uma partida de futebol amador em um espaço esportivo da Estrada Nova Ucrânia, perto da região do aterro sanitário.
De acordo com o relato feito à PM, o jogador expulso e dois companheiros de equipe partiram para cima do árbitro logo após a decisão. Os três deixaram o local antes da chegada dos policiais. O árbitro não tinha ferimentos aparentes e dispensou atendimento médico.
Na ocasião, ele entregou aos policiais a súmula da partida, com os primeiros nomes dos três envolvidos, material que pode ajudar na identificação dos suspeitos. A orientação da PM foi que a vítima procurasse a Polícia Civil para formalizar a ocorrência assim que tivesse a identificação completa dos agressores.
Os dois casos seguem o mesmo roteiro: a agressão começa depois de uma expulsão, e os autores fogem antes da chegada da polícia. As ocorrências reforçam a cobrança por mais segurança nas partidas do amador e por punições, dentro e fora de campo, aos atletas envolvidos.
Com informações da Polícia Militar