O tornado que atingiu Maringá na segunda-feira (2) provocou um dos maiores desastres climáticos da história do município. O fenômeno foi identificado pelo Observatório de Tornados da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), após análise de imagens de satélite, radares e danos registrados.
Com ventos pontuais estimados entre 180 e 250 km/h, ainda sujeitos à confirmação técnica, o tornado atingiu aproximadamente 40% da cidade, derrubou centenas de árvores, arrancou telhados e destruiu estruturas industriais e residenciais.
A Prefeitura decretou calamidade pública e mobilizou mais de mil pessoas para os trabalhos de recuperação. Foram registradas 363 quedas de árvores e 174 postes danificados. Segundo balanço da Copel, mais de 38 mil imóveis tiveram a energia restabelecida, enquanto outros 48,8 mil permaneciam sem fornecimento na manhã desta terça-feira (3).
O abastecimento de água foi retomado, e serviços de saúde, educação e transporte começam a funcionar normalmente. Apesar dos estragos, a Prefeitura confirmou a manutenção da programação natalina, prevista para começar em 14 de novembro.
O episódio é considerado excepcional pela extensão da destruição urbana, embora tornados já tenham sido registrados anteriormente no Paraná. O Simepar continua investigando as características e a intensidade do fenômeno.