O Vaticano anunciou que não fará parte do Conselho da Paz, iniciativa criada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltada ao combate de conflitos internacionais. A informação foi dada pelo secretário de Estado da Santa Sé, Pietro Parolin, nesta terça-feira (17/2), após reunião com o presidente da Itália, Sergio Mattarella.
Parolin explicou que a Santa Sé não integrará o órgão “devido à sua natureza particular” e reforçou que o entendimento do Vaticano é de que a Organização das Nações Unidas (ONU) deve ser responsável por gerenciar situações de crise e mediação internacional.
Em janeiro, o cardeal havia confirmado que o Papa Leão XIV recebeu o convite de Trump e que a proposta norte-americana ainda estava sendo avaliada, levando em conta tanto o escopo do novo conselho quanto suas implicações diplomáticas.
O Conselho da Paz foi oficialmente lançado por Trump em janeiro, com convite a dezenas de países, incluindo o Brasil. Ao menos 19 nações endossaram a carta de criação do órgão. Entre os governos que rejeitaram participar, estão Itália, França e Alemanha, enquanto o Brasil ainda não se manifestou.
Analistas internacionais avaliam que o conselho, presidido pelos Estados Unidos, pode enfraquecer o papel da ONU na mediação de crises. Trump afirmou que os membros do grupo deverão investir cerca de US$ 5 bilhões em ações de reconstrução e “estabilização” na Faixa de Gaza.