VÍDEO: Veja o momento em que pai e madrasta de menino de 3 anos achado morto são levados pela polícia civil

O advogado Igor Gustavo Veloso de Souza e a companheira dele, investigados pela morte de Gustavo Veloso Feitosa, de 3 anos (Foto: Reprodução)

Casal foi detido durante operação da Polícia Civil na madrugada desta quinta-feira (6), em Palmas; vídeo mostra o momento da abordagem realizada pela DHPP

 

A Polícia Civil do Tocantins prendeu, na madrugada desta quinta-feira (6), o advogado Igor Gustavo Veloso de Souza e a companheira dele, investigados pela morte de Gustavo Veloso Feitosa, de 3 anos. As prisões preventivas foram cumpridas por equipes da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Palmas, em cumprimento a mandados expedidos pela Justiça.

Um vídeo divulgado pela Polícia Civil registra o momento em que os dois investigados são abordados pelos agentes e conduzidos para a delegacia durante a operação. As imagens mostram a chegada das equipes policiais e a retirada do casal sob esquema de segurança.

O caso ganhou grande repercussão e mobilizou a opinião pública devido à morte da criança. As investigações seguem sob responsabilidade da DHPP.

Operação cumpriu mandados de prisão preventiva

De acordo com a Polícia Civil, a ação teve como objetivo cumprir as ordens judiciais e garantir o andamento das investigações. Após a abordagem, os investigados foram encaminhados ao sistema prisional, onde permanecem à disposição da Justiça.

As imagens divulgadas pela corporação também registram a movimentação das equipes durante o cumprimento dos mandados e a transferência dos suspeitos.

Polícia destaca rapidez da investigação

Em nota, a Polícia Civil informou que a atuação da DHPP buscou impedir qualquer interferência dos investigados na apuração dos fatos.

A corporação também reafirmou o compromisso de esclarecer todas as circunstâncias do crime e assegurar o cumprimento da lei diante da gravidade do caso.

Inquérito segue em andamento

O inquérito conduzido pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa permanece em andamento e sob sigilo. A investigação reúne perícias técnicas e depoimentos que deverão subsidiar o trabalho do Ministério Público na condução do caso.

Relembre o caso

O caso veio à tona na segunda-feira (3), quando o advogado Igor Gustavo Veloso de Souza procurou a Polícia Civil afirmando que o filho, Gustavo Veloso Feitosa, de 3 anos, teria morrido após um suposto afogamento na piscina da residência da família, em Palmas.

No entanto, o laudo do Instituto Médico Legal (IML) apontou que a criança morreu em decorrência de choque hemorrágico e neurogênico, hemorragia interna, laceração intestinal e violência sexual. O documento também descreve o caso como marcado por “crueldade, insensibilidade, indiferença e multiplicidade de lesões”, afastando, inicialmente, a hipótese de afogamento.

A defesa do advogado sustenta que o menino se afogou na piscina da casa e afirma que ele prestou esclarecimentos espontaneamente à Polícia Civil. O caso segue sob investigação da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que aguarda a conclusão de exames periciais complementares para esclarecer a dinâmica da morte.

Outro ponto que passou a integrar as investigações é a disputa judicial entre os pais da criança. Segundo familiares, o menino não morava com o pai e havia registros de conflitos relacionados à guarda e ao regime de visitas. Um vídeo gravado pouco antes do crime mostra Gustavo dizendo que não queria ir para a casa do pai e afirmando que era agredido por ele. A Polícia Civil também ouve testemunhas e familiares para esclarecer todas as circunstâncias do caso.

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