A Polícia Civil do Paraná (PCPR) oficializou a condição de foragido de Ademar Augusto Crepe, principal suspeito de uma violenta tentativa de feminicídio ocorrida no último dia 10 de fevereiro, em Apucarana. Em entrevista nesta quinta-feira (26), a delegada titular da Delegacia da Mulher, Dra. Luana, detalhou o avanço das investigações e fez um alerta sobre a periculosidade do acusado.
O crime e a dinâmica dos fatos
As investigações apontam que o crime foi marcado por extrema agressividade. Ademar teria utilizado uma caminhonete Ford F-350 para colidir propositalmente contra o veículo onde estavam sua ex-companheira e o enteado.
De acordo com a Dra. Luana, a perícia foi fundamental para confirmar a participação do veículo no atentado:
“A caminhonete utilizada para a prática da tentativa de feminicídio e de homicídio foi encontrada abandonada no bairro Vila Reis. Ela apresenta a marca do dano frontal do lado direito, condizente com a batida na traseira esquerda do carro da vítima”, explicou a delegada.
Investigação e fuga estratégica
A polícia já realizou buscas em oito endereços distintos, sem sucesso. Um detalhe importante revelado pela delegada é a possível troca de veículos para dificultar o rastreamento: embora tenha usado a F-350 no crime, informações indicam que o suspeito teria passado a circular em uma Volkswagen Amarok posteriormente.
O risco à sociedade é um ponto de atenção central. Testemunhas relataram ter visto o acusado portando uma arma de fogo, que ainda não foi recuperada. “O ideal é que ele se apresente e venha nos dar a versão dele dos fatos. Infelizmente, ele praticou um ato grave e vai ter que responder por isso. Temos um receio muito grande porque ele representa um perigo inclusive para as forças de segurança que venham a abordá-lo”, alertou a autoridade.
A imagem de Ademar Augusto Crepe já está sendo difundida em cartazes oficiais da Polícia Civil em todo o Paraná e estados vizinhos. A Dra. Luana reforçou que a divulgação da imagem é permitida e necessária para garantir a integridade física da vítima e da população.
A Polícia Civil pede que qualquer informação verídica seja repassada imediatamente. O sigilo é garantido.
Como denunciar:
Disque Denúncia: 197
Delegacia da Mulher (WhatsApp): (43) 3423-0972
Polícia Militar: 190
- Veja a entrevista com a delegada chefe da Delegacia da Mulher de Apucarana, Luana Lopes
Da Redação 98FM