O encerramento do Mês da Mulher em Apucarana (PR) foi marcado por um crime brutal. Na tarde deste domingo (30), Ivonete Aparecida de Morais, de 42 anos, foi assassinada com pelo menos oito facadas.
O principal suspeito, Agnaldo Feitosa Silva, de 56 anos, foi preso quase 24h após o crime e tentou justificar o injustificável culpando a própria vítima. O crime ocorreu na casa do suspeito. A violência começou na cozinha, e a quantidade de sangue indica que Ivonete tentou fugir, caindo próximo ao portão.
Agravando a tragédia, a filha da vítima, de apenas três anos, estava no local durante o ataque, mas felizmente não se feriu e foi acolhida pelo Conselho Tutelar.Após as agressões, Agnaldo saiu nu, minimizou o fato aos vizinhos chamando de “briga de família” e fugiu.
Preso por um policial de folga, ele alegou que a vítima estava nervosa e o agrediu primeiro. “Eu não dei nenhum tapa nela”, disse, tentando se eximir da culpa.
Este caso não é isolado, mas o reflexo de uma epidemia. Apenas no último ano, o Brasil registrou 1.568 feminicídios. A morte de Ivonete reforça a urgência de combater o machismo estrutural e proteger as mulheres da barbárie.
Foto: Reprodução TN Online
Da Redação 98FM