Deputado Arilson destaca suspensão de multas do free flow pelo Governo Federal e aponta falhas no pedágio no Paraná

Líder da Oposição na Alep afirma que medida corrige injustiça contra motoristas e cobra ação da ANTT diante de falhas no modelo de cobrança

A suspensão de 3,4 milhões de multas do pedágio free flow, anunciada pelo Governo Federal, foi destacada nesta terça-feira (28) pelo deputado Arilson Chiorato, Líder da Oposição na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) e presidente do PT-PR. De acordo com o parlamentar, a medida corrige distorções que penalizavam motoristas e expõe problemas na forma como o sistema vem sendo aplicado nas rodovias do estado.

O deputado participou de mobilização em Brasília no início de abril, ao lado da deputada federal Gleisi Hoffmann e do deputado estadual Luiz Claudio Romanelli, para denunciar falhas no modelo e pedir a suspensão das multas aplicadas no sistema.

“O free flow é um tipo de pedágio sem cancela, em que o motorista deveria pagar pelo quanto usa a estrada. Usou pouco, paga menos; usou mais, paga mais”, explicou Arilson. Para isso, o modelo prevê a instalação de vários pórticos eletrônicos ao longo da rodovia, que registram o trecho percorrido. No Paraná, porém, o que ocorre é diferente, segundo o deputado: as praças físicas estão sendo substituídas por cobrança eletrônica com tarifa cheia, independentemente da distância, o que gera confusão, multas e ainda reduz postos de trabalho.

Durante a sessão plenária, o Líder da Oposição afirmou que a decisão do Governo Federal responde a um problema concreto enfrentado pelos usuários nas rodovias. A medida reconhece que o modelo atual gerou confusão e, segundo ele, penalizou motoristas sem informação clara sobre cobrança, prazos e formas de pagamento.

“O que aconteceu foi uma punição em massa. O motorista não tinha informação clara e acabou multado. Essa decisão corrige uma injustiça”, afirmou.

A medida, anunciada pelo Conselho Nacional de Trânsito, garante prazo de até 200 dias para regularização das tarifas sem multa e sem pontos na Carteira Nacional de Habilitação. Também suspende novas penalidades durante esse período e determina prazo para que as concessionárias ajustem seus sistemas e ampliem o acesso às informações.

O deputado voltou a criticar o modelo aplicado no Paraná e cobrou atuação mais rigorosa da Agência Nacional de Transportes Terrestres. Para o parlamentar, além de a forma de cobrança adotada não seguir o conceito de pedágio proporcional previsto no free flow, há impactos na prestação de serviços. “Você diminui o atendimento, reduz postos de trabalho e continua cobrando tarifa cheia”, afirmou.

Contrato não foi cumprido
O deputado afirmou que o modelo atual não respeita o contrato de concessão. As regras previam etapas antes da implantação do sistema proporcional, incluindo estudos técnicos sobre o fluxo de veículos em toda a malha rodoviária.

“Não tem autorização para fazer o que estão fazendo hoje. O contrato previa estudo antes da implementação”, disse.

De acordo com o contrato, as concessionárias teriam até três anos para realizar estudos e apresentar os dados à ANTT, seguidos de mais dois anos para definição do modelo de cobrança proporcional. Para o deputado, esse processo não foi cumprido.

Projeto propõe isenção para moradores
O debate sobre o pedágio no Paraná também envolve um projeto de lei apresentado por Arilson em 2019. O PL 778/2019 prevê isenção de pedágio para moradores de municípios com praças instaladas ou em regiões próximas, evitando que paguem para circular dentro da própria cidade.

O texto estabelece critérios como comprovação de residência ou vínculo de trabalho e registro do veículo na região. A proposta já passou pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), mas ainda aguarda votação em Plenário.

Segundo o deputado, a suspensão das multas é um avanço, mas não resolve o problema de fundo. Ele defendeu que medidas como a isenção para moradores ajudam a corrigir distorções e reduzir o impacto do pedágio para quem usa a rodovia no dia a dia.

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