Investigação tem foco restrito a servidores e busca preservar a APAE, afirma delegada Luana Lopes

A Polícia Civil de Apucarana voltou a convocar a imprensa local para detalhar os rumos das investigações que envolvem quatro funcionários denunciados ao Ministério Público. Diante da repercussão do caso, nesta terça-feira (26), a delegada Luana Lopes fez questão de vir a público para delimitar o alvo das apurações e afastar qualquer ruído que possa prejudicar a imagem da instituição.

“O nosso foco aqui é estrito e restrito na conduta individual desses investigados. Não se trata, de forma alguma, de uma ação ou de uma investigação contra a APAE de Apucarana”, enfatizou expressamente a delegada. Segundo a autoridade policial, o papel do Estado neste momento é o de separar as condutas individuais da história construída pela entidade.

“A APAE é uma instituição que deve ser preservada e categoricamente protegida de maus servidores. O trabalho da polícia serve justamente para isso: blindar o patrimônio social e garantir que os atendimentos continuem ocorrendo com a segurança que as famílias merecem”, declarou Luana Lopes.

Novas denúncias encorpam o inquérito policial

A delegada também revelou que a primeira exposição pública das denúncias na semana passada funcionou como um gatilho para que novas informações chegassem até a delegacia. O avanço dos trabalhos agora conta com novos depoimentos e elementos que ajudam a robustecer o inquérito.

“Após a nossa primeira apresentação dos fatos para os meios de comunicação, nós recebemos um volume importante de novas informações e novos relatos sobre o problema. Esse fluxo de dados é fundamental para a instrução do procedimento e para desenharmos uma linha do tempo precisa sobre o que vinha acontecendo”, pontuou a oficial.

Presidente da APAE manifesta surpresa e promete apuração com o jurídico

Em resposta às ações e ao pronunciamento da polícia, o presidente da APAE de Apucarana, Cleverson Moliani — que assumiu a gestão da entidade em janeiro deste ano —, manifestou surpresa com as notícias, apontando que os fatos parecem datar de cerca de um ano atrás.

“Nós ficamos até um tanto quanto surpreendidos, porque a nossa entidade tem mais de 60 anos de dedicação, sempre cuidando e zelando pelo bem do próximo”. O presidente ressaltou que a prioridade é manter o regime de transparência perante a sociedade e assegurar a qualidade dos atendimentos aos alunos.

Proteção à integridade da instituição

Ao fim de seu pronunciamento, Luana Lopes reforçou que o rigor da Polícia Civil no andamento do caso é, em última análise, uma medida de proteção à própria história da APAE de Apucarana e ao trabalho essencial que ela desempenha no acolhimento a pessoas com deficiência intelectual e múltipla.

“A investigação continuará de forma técnica, célere e justa. Isolar essas condutas e punir os responsáveis, caso as denúncias se confirmem, é o único caminho para que a APAE siga forte e inabalável na sua verdadeira missão”, concluiu a delegada.

  • Ouça a entrevista da delegada Luana Lopes

 

 

Da Redação 98FM

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